
Foto : Wenderson Araujo / Trilux / CNA / Divulgação / CP
A União Europeia ratificou a decisão de deixar de fora o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e derivados para consumo humano para o bloco econômico. A regulação foi atualizada e publicada no seu Diário Oficial.
“Na verdade, ele (bloco) referendou o que já tinha sido estabelecido. Não muda em nada o status sanitário”, explicou o coordenador do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (NESPro), professor Julio Barcelos.
Conforme o professor, a expectativa era de que o Brasil conseguisse encaminhar, até quinta-feira, a documentação necessária para reverter a decisão e para que pudesse entrar na lista, que autoriza o país e exportar os produtos de origem animal à Europa.
“Como não encaminhou, eles referendaram o que já tinha sido estabelecido. Até 13 setembro, estão no aguardo da documentação brasileira”, observou Barcellos.
O Brasil terá de fornecer garantias sobre a não utilização de antimicrobianos, que são substâncias para fins de crescimento ou rendimento. A medida abrange carnes, ovos e mel. A estimativa é de que 1,8 bilhão de dólares de proteínas brasileiras sejam exportadas à UE por ano.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou ontem, por meio de sua assessoria, que, por enquanto, não deve se manifestar sobre o tema. Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse que acompanha os desdobramentos do caso. A entidade havia informado que o Brasil já segue rígidos protocolos de rastreabilidade, monitoramento veterinário e uso responsável de medicamentos.
Neste ano, o Ministério da Agricultura e Pecuária publicou uma portaria proibindo a importação, a fabricação, a comercialização e o uso de aditivos melhoradores de desempenho que contenham antimicrobianos classificados como importantes na medicina humana ou veterinária, além de cancelar os registros dos produtos correspondentes.
A lista, validada por países europeus, estabelece quais países terceiros poderão continuar exportando carne para a Europa a partir de setembro. O governo brasileiro está em tratativas com o bloco para reverter a situação.Bloco ratificou o documento sobre o uso de antimicrobianos na produção anima.
Fonte: Correio do Povo