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Semana de cotações valorizadas para o boi gordo gaúcho

Menor oferta de animais para abate pela entressafra justifica o cenário, aponta o NESPro

Com a disponibilidade de gado mais restrita, as indústrias encontram maior dificuldade para compor suas escalas
Com a disponibilidade de gado mais restrita, as indústrias encontram maior dificuldade para compor suas escalas
Foto : Manuela Bergamin/Embrapa/Divulgação CP

O mercado do boi gordo nesta semana foi marcado por ajustes positivos para as cotações.

Houve valorização na modalidade de comercialização por peso de carcaça, enquanto na categoria das fêmeas observou-se aumento nos preços pagos por peso vivo, apurou o Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (NESPro), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), em sua Análise Semanal de Preços do Gado Gordo e de Reposição.

“Esse cenário permanece sustentado pela entressafra no Rio Grande do Sul, período caracterizado pela menor oferta de animais terminados para abate. Com a disponibilidade mais restrita, as indústrias encontram maior dificuldade para compor suas escalas, o que consequentemente, reflete preços mais firmes ao produtor”, destacou o boletim desta semana.

Já no mercado de reposição, a semana apresentou algumas variações de preços. “Ainda assim, a demanda por terneiros e terneiras permanece elevada, demonstrando o otimismo dos pecuaristas e sustentando expectativas favoráveis para as próximas semanas”, esclareceu o NESPro.

RS: modalidades

Boi gordo a peso de carcaça: + 2%

Vaca gorda a peso vivo: + 7%

Terneira: + 7%

Novilha: – 3,9%

Novilho: + 0,7%  | Foto: Nespro / Divulgação / CP

Desaceleração chinesa

Em nível nacional, conforme o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, na parcial de junho o mercado do boi gordo segue pressionado, mesmo diante de um cenário internacional de estoques globais de carne bovina nos menores níveis desde 2006 e preços externos próximos das máximas históricas.

“Parte desse movimento está relacionada à desaceleração das compras chinesas, uma vez que o Brasil já cumpriu cerca de 65% da cota de exportação destinada ao país asiático até maio, com expectativa de atingir o volume total já em julho, levando frigoríficos exportadores a reduzirem o ritmo de aquisição de animais”, justificou o comunicado do Cepea.

Conforme o Centro, no mercado doméstico as condições climáticas típicas do inverno começam a reduzir o desenvolvimento das pastagens no Centro-Sul, mas a oferta segue “relativamente confortável”, uma vez que muitos pecuaristas ainda mantêm animais terminados a pasto disponíveis para venda.

“Além disso, o atual momento do ciclo pecuário, ainda que influenciado pelo elevado abate de fêmeas nos últimos anos, mantém disponibilidade suficiente de animais, especialmente em regiões com maior participação de confinamento”, complementa.

Fonte: Correio do Povo

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