Atividade que já teve 2,5 mil famílias produtoras, hoje conta com apenas 400

Foto : Marcos Santos / USP Imagens / CP
O alho importado da Argentina e da China tem concorrido com o nacional e desencorajando a plantação no Brasil. A cadeia que já teve 2,5 mil famílias produtoras, no auge da atividade no Rio Grande do Sul, hoje conta com apenas 400.
Para debater alternativas, uma audiência pública será realizada na Prefeitura de São Marcos pela Assembleia Legislativa. O encontro está previsto para a próxima segunda-feira (15), às 18h.
Segundo o deputado estaduai Elton Weber, que propôs o encontro junto com o Marcus Vinícius, o enxugamento da produção, pode resultar na redução da renda das famílias produtoras, na perda de empregos no campo e no enfraquecimento da sucessão familiar.
A queda dos preços também compromete a capacidade de pagamento, o capital de giro e a sustentabilidade financeira das propriedades. Há ainda suspeita de prática de dumping, com o alho importado chegando ao mercado brasileiro abaixo do custo médio de produção em países exportadores. Por isso, serão pensadas medidas de proteção para a cadeia.
A audiência será promovida pelas Comissões de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, de Assuntos Municipais e de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo. O objetivo é reunir produtores, lideranças, entidades representativas e governos para discutir os fatores que têm provocado a desestruturação da cadeia produtiva, especialmente a concorrência internacional e a forte pressão sobre os preços no mercado interno.
A crise não é somente no RS, no Sul Brasil, há aproximadamente 1,2 mil famílias produzindo alho, mas em 1992, este número já foi de 6.5 mil famílias. Neste invervalo de tempo, ocorreu um recuo 83,75% na área, passando de 8 mil hectares para 1,3 mil hectares.
Fonte: Correio do Povo