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Prevenção de doenças respiratórias em crianças começa na gestação

A mãe vacinada contra o Vírus Sincicial Respiratório gera uma proteção que passa pela placenta

Pneumonia, infecções de garganta, otites, sinusites e casos de asma são as principais doenças que acometem crianças
Pneumonia, infecções de garganta, otites, sinusites e casos de asma são as principais doenças que acometem crianças
Foto : Fernanda Bassôa / Especial CP

Diante das baixas temperaturas, a procura por atendimentos e internações, especialmente infantis, tem aumentado nas últimas duas semanas. No Hospital Universitário (HU) de Canoas essa realidade não é diferente. Para evitar que doenças aparentemente simples de tratar não evoluam para um quadro mais grave é preciso adotar cuidados importantes não apenas na rotina da criança, mas em todo ambiente familiar.

Segundo o chefe da Pediatria do HU e professor do curso de Medicina da Ulbra, Cristiano do Amaral De Leon, os cuidados com a criança se iniciam durante a gestação, no período pré-natal. Uma delas é a vacinação da mãe, entre a 24ª até a 36ª semana de gestação, contra a bronquiolite, disponível pelo SUS.

“A mãe vacinada para o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que é o principal vírus causador da infecção pulmonar em crianças pequenas, fica protegida e passa pela placenta e o neném nasce com um mecanismo de proteção bem robusto. Então, quando a mãe recebe a vacina na gestação, o bebê já nasce com o anticorpo.”

De Leon diz que as doenças mais comuns que acometem as crianças no inverno são as doenças respiratórias. “As crianças, nas épocas frias, sofrem muito com doenças tanto da parte superior quanto inferior da via respiratória. Na parte superior é um tipo de doença que pode ser tratada no domicílio, mas com infecções da parte inferior do pulmão, regularmente, as crianças necessitam de internação hospitalar.”

Para complementar, a chefe da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Pediátrica, Krisna Macias, garante que esta época do ano é uma fase que exige mais atenção por parte dos pais. “Se o vírus atinge os pulmões, ele provoca um sintoma de maior gravidade, causando uma inflamação em que a criança acaba ficando mais cansada, com necessidade de oxigênio e às vezes de suportes mais invasivos e precisam ser encaminhadas à UTI pediátrica.”

Entre as doenças mais comuns e que merecem atenção em épocas de baixas temperaturas está a pneumonia. Segundo os médicos, o vírus que provoca as doenças respiratórias como o Influenza, da gripe, vive o ano inteiro, não apenas no inverno. Conforme De Leon, são os hábitos adotados pela população em épocas frias que predispõem a transmissão dele. No inverno, com o clima bem úmido, as pessoas preferem se abrigar em locais fechados, aglomerados.

Para evitar problemas respiratórios e para frear a transmissão do vírus a principal orientação é a higiene das mãos com álcool gel ou sabão neutro, além de manter o ambiente arejado e priorizar a limpeza de locais e objetos compartilhados, como maçanetas, mesas e de copos. Krisna chama atenção ainda para a importância da não automedicação. “A Sociedade Brasileira de Pediatria não estimula o uso de expectorantes porque ele pode piorar a condição da criança, acumulando e retendo a secreção pulmonar e piorando a condição respiratória. A automedicação tem que ser evitada”, enfatiza.

Fonte: Correio do Povo

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