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Plantio de canola se aproxima do final nas lavouras do RS

Assim como a aveia-branca, enquanto trigo e cevada estão nas fases mais iniciais

Emater/RS-Ascar destaca que a expectativa é de ampla expansão da área de canola em comparação à safra passada
Emater/RS-Ascar destaca que a expectativa é de ampla expansão da área de canola em comparação à safra passada
Foto : Fernando Dias / Seapi / Divulgação / CP

semeadura de canola avançou e se aproxima da conclusão da operação nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, enquanto o plantio do trigo avançou gradualmente, conforme as condições de umidade do solo, e a cevada está no início. As avaliações são da Emater/RS-Ascar, divulgadas no final da semana passada no Informativo Conjuntural.

Já aveia-branca atingiu a maior parte da área projetada nas principais regiões, ao contrário da cevada, ainda em fase inicial. Para todas as culturas a Emater/RS-Ascar segue fazendo levantamentos para anunciar áreas estimadas. Mas já anuncia redução nas lavouras de trigo e cevada, e ampliação em canola, além de manutenção ou de leve expansão para a veia branca.

Em relação à canola, a instituição informa que as condições de implantação apresentam contrastes regionais. “Há áreas beneficiadas pela retomada da umidade do solo, e outras ainda limitadas pela irregularidade das precipitações”, descreve.

“Nas lavouras estabelecidas, a germinação, a emergência e o desenvolvimento vegetativo inicial estão adequados, e predominam cultivos em estádio vegetativo e roseta, com estandes satisfatórios”, acrescenta.

“Em algumas regiões, a luminosidade e as temperaturas baixas têm prejudicado o crescimento inicial e o manejo de plantas daninhas, sem comprometer, até o momento, o potencial produtivo das lavouras”.

Conforme a Emater/RS-Ascar, a expectativa de ampla expansão da área cultivada em relação à safra anterior, impulsionada pela busca de alternativas econômicas para os sistemas de inverno e pela consolidação da cultura na rotação de culturas.

Na safra passada foram cultivados 174.394 hectares, com produtividade média de 1.653 kg/ha e produção total de 285.481 toneladas, de acordo como IBGE.

Trigo

A semeadura do trigo avançou de forma gradual e condicionada às condições de umidade do solo e trafegabilidade das áreas.

“As operações de implantação ocorreram em ritmo variável entre as regiões, alternando situações de excesso de umidade, que restringem o ingresso de máquinas, e de deficiência hídrica, que limita a germinação das sementes”, descreveu.

“As lavouras implantadas no início do período recomendado apresentam emergência e estabelecimento inicial satisfatórios, com estandes e desenvolvimento vegetativo adequados.”

E há previsão de “redução expressiva da área cultivada em relação à safra anterior como reflexo da combinação de custos elevados de produção, das restrições de crédito e seguro rural, além do aumento da percepção de risco climático para o ciclo de inverno”, inclusive com menor utilização de sementes fiscalizadas e maior participação de recursos próprios no custeio em algumas regiões.

Cevada e aveia-branca

A implantação de cevada segue em fase inicial, se confirma a expectativa de “expressiva redução” de área, em mais de 30% em relação ao ciclo anterior (então em 32.010 hectares).

“A retração decorre, principalmente, da maior percepção de risco climático associada à possível atuação do fenômeno El Niño durante o inverno e a primavera, o que diminui o interesse dos produtores pela cultura, mesmo diante da oferta de contratos de integração com a indústria cervejeira. Nas áreas já estabelecidas, as condições de desenvolvimento inicial são satisfatórias, com boa emergência e crescimento vegetativo”, ressalta.

O plantio da aveia-branca já chegou a maior parte da área projetada, e as condições de umidade do solo e as temperaturas amenas favoreceram a emergência, o estabelecimento inicial e o desenvolvimento vegetativo das lavouras.

“As áreas implantadas apresentam, de forma geral, bom estande de plantas e baixa incidência de pragas e doenças. Contudo, em algumas áreas, a menor luminosidade, registrada no período, limitou a emissão foliar e reduziu a atividade fisiológica das plantas, sem comprometer, até o momento, o potencial inicial das lavouras”, complementa.

“A expectativa é de manutenção ou de leve expansão da área cultivada em relação à safra anterior, impulsionada pela demanda por grãos e pela inserção da cultura em sistemas de produção diversificados. No entanto, observa-se maior cautela quanto ao nível de investimento tecnológico, como predomínio de manejos de menor aporte de insumos.”

Fonte: Correio do Povo

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