Apresentação da experiência da Indicação Geográfica (IG) Erva-Mate Região de Machadinho foi um dos destaques de evento realizado em Buenos Aires
Foto : Franchesco de Oliveira Y Castro / Divulgação / CP
Apoiadora do 1º Mundial da Erva-Mate, realizado no início de junho (5 a 7), em Buenos Aires, na Argentina, a Emater/RS-Ascar foi representada no evento pelo engenheiro agrônomo Ilvandro Barreto de Melo. Ligado ao Escritório Regional de Passo Fundo, Barreto integrou a comissão internacional de jurados e ministrou palestra sobre o tema “Erva-Mate no Brasil: História, Atualidade e Futuro”, abordando a trajetória do setor e os desafios para os próximos anos. Em sua apresentação, focou aspectos como qualidade, valorização do produto e do território através da indicação geográfica (IG) e ampliação de mercados.
Ao todo, mais de 440 amostras de erva-mate foram avaliadas no evento, com destaque para diversas marcas que integram polos ervateiros gaúchos.
“Os resultados nos dão um indicativo de que a erva-mate produzida no Rio Grande do Sul está seguindo um rumo adequado. A técnica de avaliação sensorial é importante para validar todo o trabalho desenvolvido pela Emater com as boas práticas agrícolas e de fabricação, a certificação e os processos de indicação geográfica”, afirma o extensionista.
Além de promover a divulgação da erva-mate em âmbito internacional, o Mundial serviu como importante indicador da qualidade do produto. “Esse concurso fornece um parâmetro de análise qualitativa de como a erva-mate está chegando ao consumidor. A maioria das amostras foi classificada nas categorias Bronze, Prata, Ouro ou Gran Ouro, que exigem pontuações elevadas”, explica Barreto.
Outro destaque da participação brasileira foi a apresentação da experiência da Indicação Geográfica (IG) Erva-Mate Região de Machadinho, registrada em novembro de 2025, após anos de trabalho envolvendo a Emater, produtores, indústrias e entidades parceiras. A iniciativa abrange dez municípios (Barracão, Cacique Doble, Machadinho, Maximiliano de Almeida, Paim Filho, Sananduva, Santo Expedito do Sul, São João da Urtiga, São José do Ouro e Tupanci do Sul) do nordeste gaúcho.
Duas ervateiras gaúchas ligadas ao projeto receberam reconhecimento na avaliação internacional. A Barbaquá Machadinho, há um ano no mercado, produzida pelo processo artesanal barbaquá, conquistou medalha de prata, enquanto a Cambona 4, produzida no sistema convencional, recebeu medalha de bronze.
“A Cambona 4 tinha apenas oito dias de seu lançamento quando participou do concurso. Isso demonstra o potencial das ervas produzidas dentro do território da IG”, observa Barreto.
Outras duas ervateiras integrantes do programa de Certificação de Qualidade da Erva-mate da Emater/RS-Ascar, Ximango de Ilópolis e Sabadin de Arvorezinha, conquistaram a premiação Gran Oro com suas ervas-mates inscritas na categoria Moída Grossa.
A Certificação da Qualidade da Erva-mate é pioneira no país e foi desenvolvida com o objetivo de qualificar o processo de elaboração da erva-mate, normatizado no Manual de Requisitos para a Certificação da Qualidade. São auditados cerca de 150 itens, que buscam garantir a adoção de boas práticas agrícolas e de fabricação, além de atender a outras normas e legislações para a obtenção de um produto com padrão diferenciado.
Fonte: Correio do Povo