Campanha de Multivacinação 2026 segue até dia 1º de setembro

Foto : Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP
O Ministério da Saúde iniciou a Campanha de Multivacinação 2026, com o objetivo de atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos e elevar as coberturas vacinais em todo o país. A mobilização segue até 1º de setembro, com Dia D nacional em 22 de agosto, e oferece 20 imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação. A ação reforça a proteção contra doenças graves, como sarampo, pneumonias e meningites, e amplia a proteção coletiva por meio da vacinação.
Para viabilizar a ação, 1,5 milhão de doses de vacinas foram distribuídas aos estados. Ao longo de 2026, o Ministério da Saúde já destinou mais de 177 milhões de doses aos estados e ao Distrito Federal, garantindo o abastecimento da rede e o apoio às estratégias de vacinação.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lembrou que, em 2025, o Brasil chegou à maior cobertura vacinal nos últimos 9 anos.
“Voltamos para o pódio entre os países que têm mais vacina. Estamos recuperando a cobertura vacinal, mas a gente sempre tem que manter isso atualizado”.
Esta é a primeira edição da multivacinação com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada neste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.
A mobilização também contempla atualizações recentes do calendário, como a oferta da vacina contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos e a vacinação contra a covid-19 para crianças, conforme as indicações específicas de cada imunizante.
Sarampo
Padilha também reforçou a atenção para o reforço da vacina do sarampo. “Outros países do mundo pararam de vacinar, tiveram explosão de casos de sarampo. Os Estados Unidos estão vivendo o maior surto de sarampo nos últimos 35 anos da história. E esses casos vêm para o Brasil de forma importada. Se a gente não tiver com todo mundo vacinado aqui, tem risco de ter um surto de sarampo”.
Ele lembrou que, em 2019, em São Paulo, foram registrados mais de 20 mil casos no Estado, quando o Brasil perdeu o certificado de país livre da doença. O certificado foi recuperado em 2024. No ano passado foram 38 casos importados no Brasil, que não se disseminaram, contra a cobertura vacinal.
Como parte da mobilização, o Ministério da Saúde intensificará a vacinação contra o sarampo nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A medida foi adotada após o registro de casos de sarampo relacionados à importação do vírus e busca elevar a cobertura vacinal, ampliar a proteção da população e reduzir o risco de transmissão.
“Pessoas até 59 anos, nós estamos chamando para se vacinar contra o sarampo, para a gente ter garantia do bloqueio, não deixar acontecer no Brasil o que tá acontecendo nos Estados Unidos hoje, e nem o que aconteceu em São Paulo em 2019, que chegou a 20 mil casos de sarampo. A campanha vai até o dia 1º de setembro”, afirmou Padilha.
Novo reforço contra a poliomielite
Desde 3 de agosto, o esquema de vacinação contra a poliomielite passou a incluir o segundo reforço da vacina poliomielite (VIP) aos 4 anos de idade. A mudança complementa o esquema exclusivamente com VIP adotado pelo Brasil desde 2024 e reforça a proteção contra a poliomielite, doença que ainda não foi erradicada mundialmente.
O Brasil não registra casos de poliomielite há décadas e mantém a vacinação como principal medida para evitar a reintrodução do poliovírus. O Ministério da Saúde reforça que as crianças recebam todas as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.
Vacinas disponíveis
Durante a estratégia, poderão ser ofertadas, conforme idade, histórico vacinal e indicação:
- BCG;
- Hepatite B;
- Penta (DTP/Hib/HB);
- Poliomielite (VIP);
- Rotavírus humano;
- Pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente;
- Meningocócica C;
- Influenza;
- Covid-19;
- Febre amarela;
- Meningocócica ACWY;
- Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
- Varicela;
- DTP;
- Hepatite A;
- dT;
- HPV4;
- Dengue tetravalente.
Fonte: Correio do Povo