Os agricultores familiares fornecem alimentação saudável, gerando vagas e renda.
A agricultura familiar é muito importante para o país por conta de abastecer o mercado interno com uma alimentação de qualidade, a preços compatíveis, gerando milhares de postos de trabalho e fomentando a economia nacional. Seu perfil sustentável é fundamental para promover inclusão socioeconômica sem descurar das cautelas que se deve ter em relação ao meio ambiente, até porque diversos estudos no mundo mostram que a regeneração dos recursos naturais chegou ao seu limite.
Por ser plenamente compatível com a sustentabilidade e por representar um aporte importante para que as pessoas possam se alimentar e ter uma vida saudável, o segmento se mostra imprescindível, inclusive por estar associado à atuação de cooperativas, que atuam de forma a garantir aos seus integrantes plenas condições de produzir, de amealhar ganhos e contribuir com a justiça social ao envolver um grande número de cooperados. É por isso que o poder público precisa estar atento para apoiar o setor em suas demandas. Em sendo assim, vem em boa hora a informação de que o governo federal vai destinar aos produtores familiares, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), um montante de R$ 220 milhões para ser aplicado em inovações. Os editais públicos foram lançados nesta terça-feira e fazem parte do programa CooperaMais Brasil Tecnologia, no contexto do Plano Safra direcionado para pequenos agricultores. Para o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, trata-se de promover a difusão de inovações que ampliem a produtividade, agreguem valor à produção e garantam a inclusão socioprodutiva, bem como o bem-estar alimentar no território nacional.
Esta iniciativa, que surge a partir de uma articulação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em articulação com os ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Pesca e Aquicultura (MPA) e da Fazenda, é meritória e deve ser saudada. Aqueles que colocam comida em nossa mesa, com variedade e a valores acessíveis, precisam ser apoiados para prosseguirem nesse ofício de produzir os itens que os brasileiros consomem, como arroz, feijão, mandioca, leite e hortaliças. O direito a uma alimentação nutritiva e variada é indissociável do exercício da cidadania em uma nação que precisa ser mais inclusiva para seus estratos sociais mais vulneráveis.
Fonte: Correio do Povo