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Mais de 100 mil trabalhadores rurais do RS podem ser atingidos por nova escala de trabalho

Entidade que representa a categoria avalia que ter mais um dia de descanso vai contribuir para reduzir os índices de adoecimento

Texto propõe acabar com a jornada de seis dias trabalhados por um de folga
Texto propõe acabar com a jornada de seis dias trabalhados por um de folga
Foto : Freepik

Aproximadamente 106 mil trabalhadores do agronegócio gaúcho podem ser afetados pela mudança na escala de trabalho aprovada pela Câmara, nessa quarta-feria (27). A PEC 221/2019 propõe acabar com a jornada de seis dias trabalhados por um de folga (6X1). A estimativa é da Federação dos Trabalhadores Assalariados Rurais do RS (Fetar-RS).

O presidente da entidade, João Cézar Larrosa, observa que ainda é preciso esperar o final da tramitação no Senado e a edição das regulamentações para setores específicos, para entender como a lei funcionará na prática para o trabalhador assalariado rural. Contudo, ele aposta em impactos positivos não apenas para os trabalhadores, mas também para suas comunidades.

“Nossos trabalhadores vivem e trabalham longe da área urbana e ter um dia a mais se folga vai dar a possibilidade de irem às cidades, movimentando o comércio e o setor de serviços, aquecendo toda a economia local”, pondera.

Larrossa ressalta, também, que o trabalhador rural exerce muitas atividades desgastantes e sob os rigores do clima. A partir disso, ter mais um dia de descanso vai contribuir para reduzir os índices de adoecimento da categoria.

“Mais descanso significa mais saúde, mais qualidade de vida e, por consequência menos afastamentos e maior produtividade. Todos ganham”, diz.

Compensação salarial

A redução da jornada de trabalho surge, de acordo com Larrosa, ainda como uma forma de compensar a baixa remuneração dos trabalhadores do agronegócio gaúcho.

“Hoje a média salarial da categoria gira entre R$ 1,6 mil e R$ 1,8 mil, o que é muito pouco para um setor que se orgulha de carregar a economia do Rio Grande. Então, uma folga semanal a mais surge como uma forma de equilibrar essa desigualdade”, afirma.

Fonte: Correio do Povo

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