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InfoGripe: RS segue em alerta por alta de casos de SRAG

Levantamento foi divulgado pela Fiocruz nesta quinta-feira

Porto Alegre está entre as 15 capitais brasileiras em nível de alerta, risco ou alto risco, apresentando tendência de crescimento de longo prazo
Porto Alegre está entre as 15 capitais brasileiras em nível de alerta, risco ou alto risco, apresentando tendência de crescimento de longo prazo
Foto : Fernando Frazão/Agência Brasil/CP

O Rio Grande do Sul continua a figurar na lista de estados em alerta devido ao avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Divulgado nesta quinta-feira (28) pela Fiocruz, o novo boletim InfoGripe aponta que o número de casos continua aumentando em solo gaúcho.

O levantamento, referente à Semana Epidemiológica 20 (período de 17 a 23 de maio), mostra que a capital Porto Alegre está entre as 15 capitais brasileiras em nível de alerta, risco ou alto risco, apresentando tendência de crescimento de longo prazo (últimas seis semanas).

O cenário gaúcho reflete uma tendência nacional: além do RS, outros 19 estados e o Distrito Federal registram alta de SRAG no longo prazo (últimas seis semanas). Rondônia se destaca como a única unidade federativa sem incidência de nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas.

Os vilões do inverno: VSR e Influenza A lideram internações

Segundo a Fiocruz, o panorama atual é impulsionado principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e pelo vírus da Influenza A. O comportamento de cada um varia pelo país:

  • Vírus Sincicial Respiratório (VSR): As hospitalizações seguem em alta em todas as regiões Sul e Sudeste, além de parte do Nordeste e Norte. Por outro lado, o Centro-Oeste já começa a sinalizar interrupção de crescimento ou queda, embora os números absolutos continuem elevados.
  • Influenza A: As internações mantêm ritmo de crescimento em toda a região Sul, além de estados como São Paulo, Espírito Santo, Roraima e Tocantins.
  • Rinovírus: Tem sido o principal responsável pelo aumento de casos em crianças e adolescentes em estados do Nordeste, Sudeste, além de Amazonas e Santa Catarina.
  • Covid-19: Segue em baixa na maior parte do Brasil, mas dá sinais de retomada ou estabilização em alta no Ceará, Maranhão e Pará.

Risco dividido por faixa etária

Os dados laboratoriais da Fiocruz revelam como os vírus afetam diferentes idades:

  • Até 4 anos: O aumento de SRAG é impulsionado majoritariamente pelo VSR.
  • De 5 a 14 anos: O principal causador das internações é o rinovírus.
  • Jovens, adultos e idosos: A Influenza A é a grande responsável pela alta de casos.

Vacinação e prevenção são urgentes

Diante da alta circulação viral, a pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, alerta para a importância da vacinação dos grupos elegíveis, medida crucial para reduzir casos graves e óbitos.

“A vacina contra o VSR é destinada às gestantes a partir da 28ª semana de gestação e protege o bebê durante os primeiros seis meses de vida. Já a vacina contra a influenza tem como público-alvo idosos, crianças, pessoas com comorbidades, gestantes, puérperas, entre outros grupos de risco”, explica Portella.

Além da imunização, a Fiocruz recomenda reforçar medidas preventivas básicas, como:

  • Praticar a etiqueta respiratória (cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar);
  • Higienizar as mãos com frequência e evitar o compartilhamento de utensílios pessoais;
  • Utilizar máscara e manter isolamento voluntário caso apresente sintomas gripais.

Fonte: Correio do Povo

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