Administração teria 57 parlamentares favoráveis ao texto

Foto : Carlos Moura/Agência Senado
O governo calcula ter votos suficientes no Senado para aprovar a PEC do fim da escala 6×1. A contagem feita por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aponta 57 senadores favoráveis ao texto, segundo o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), autor da proposta. As informações são do site R7.
O número supera em oito votos o mínimo necessário. Por se tratar de uma mudança na Constituição, a PEC precisa do apoio de pelo menos três quintos dos senadores (49 dos 81) em dois turnos de votação. “Se colocar para votar, passa”, afirmou Lopes.
Após o primeiro turno das eleições, aliados do governo demonstravam preocupação com a capacidade de reunir os 49 votos favoráveis diante do fortalecimento do PL nas urnas e da resistência da oposição à votação da proposta antes do segundo turno.
Agora, segundo Lopes, a expectativa é que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), consiga atrair também votos de partidos de centro e consolidar uma margem de segurança para a aprovação.
Reunião sem decisão
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que a reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), terminou sem uma decisão sobre a reivindicação da oposição de que seja adiada a votação sobre a proposta de fim da escala 6×1. As declarações ocorreram na noite desta quarta-feira, 7, após os dois terem conversado no gabinete do presidente.
Mais cedo, o Broadcast Político mostrou que Tereza foi designada pela oposição para negociar com Alcolumbre o adiamento da proposta. O fim da escala 6×1 é uma prioridade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governo quer a aprovação antes do segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), de quem Tereza é aliada. Para senadores da oposição, a aprovação da PEC ajuda Lula na eleição.
A jornalistas, Tereza afirmou que a proposta ‘não pode ser votada de afogadilho para ser eleitoreira’. A senadora também negou estar preocupada com eventual prejuízo eleitoral de Flávio. ‘Acho que pode prejudicar o Brasil. Não estou preocupada com eleição. Eu acho que esse assunto é um assunto do Brasil. É que hoje a gente gosta de simplificar os assuntos. Esse assunto mexe com a vida das pessoas, com a economia do País.’
A senadora defendeu uma discussão mais aprofundada sobre a PEC e afirmou que o indicativo de Alcolumbre foi o de seguir o regimento do Senado. ‘Nós discutimos várias coisas, inclusive o andamento da PEC, mas não decidimos nada ainda. Depois, ficamos conversando’, declarou. ‘Sobre a PEC, eu coloquei o meu ponto de vista, e ele ficou de pensar’, continuou.
Fonte: Correio do Povo