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Coreia do Sul cancela vistoria e adia decisão sobre abertura de mercado para carne brasileira

Governo do Brasil pleiteia a entrada do produto no mercado sul-coreano, em meio às novas regras impostas pela China

Representantes sul-coreanos fariam visitas a plantas frigoríficas de carne bovina brasileira
Foto : Wenderson Araujo / Trilux / CNA / Divulgação / CP

A Coreia do Sul cancelou as visitas que faria a plantas frigoríficas de carne bovina brasileira e adiou a esperada abertura do mercado do país asiático para o produtor brasileiro. A informação foi publicada pelo jornal Folha de S.PauloO governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pleiteia a entrada da carne no mercado sul-coreano em meio às novas regras de importação impostas pela China no fim do ano passado. O ministério da Agricultura e Pecuária ainda não se pronunciou.

Em fevereiro deste ano, o então ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, acompanhou o presidente Lula em visita oficial ao país asiático e afirmou que o governo havia registrado avanços para a ‘tão sonhada auditoria’ na carne bovina brasileiro, um dos passos para a abertura do mercado asiático. Em dezembro do ano passado, a China anunciou a adoção de medidas de salvaguarda contra a importação de carne bovina. A decisão foi comunicada pelo Ministério do Comércio (Mofcom) do país.

O governo chinês decidiu adotar cotas específicas por país para importação de carne bovina com a imposição de uma tarifa adicional de 55% para volumes que excederem a cota. O Brasil, principal fornecedor da proteína vermelha ao mercado chinês, tem uma cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas adicionais em 2026.

No domingo, 10, o Ministério do Comércio da China informou oficialmente que as importações atingiram, no sábado, 9, a marca de 50% da cota anual estabelecida para 2026. Segundo o comunicado n.º 32/2026 do Departamento de Remédios Comerciais, o volume alcançado refere-se ao limite definido no anúncio ministerial de 2025. O governo chinês alertou que, uma vez preenchida a totalidade da cota (100%), será aplicada uma sobretaxa de 55% sobre a tarifa de importação vigente, com início a partir do terceiro dia após o esgotamento do teto.

Fonte: Correio do Povo

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