Seleções do continente ainda não venceram nenhum jogo na competição

Foto : CHANDAN KHANNA / AFP / CP
Na semana passada, em algum momento, me deparei com um comercial da Conmebol que falava sobre a união dos povos sul-americanos em tempos de Copa do Mundo. Era uma imensa mentira, claro. Mas entre tantas inverdades que a entidade já nos proporcionou, esta pelo menos era bonita – ou, pelo menos, utópica. Confesso que eu, como alguém que torce por todas as seleções do continente, inclusive a Argentina, me vi empolgado. Sabe como é, época de Copa é que nem Natal, qualquer propaganda bem feitinha já emociona.
O problema é a realidade. Cinco dias se passaram, quatro seleções sul-americanas já entraram em campo e ainda não sabemos o que é vencer neste Mundial. Pior do que isso: somos o único continente que ainda não ganhou um joguinho sequer. Europa (Escócia, Alemanha e Suécia), América do Norte (México e EUA), Ásia (Coreia do Sul), África (Costa do Marfim) e até Oceania (Austrália) já fizeram suas torcidas felizes. Isso sem falar no empate de Cabo Verde com a Espanha, praticamente uma vitória.
A maior decepção ainda é o Brasil
Não esperava uma vitória do Paraguai contra os Estados Unidos. Mas esperava um time pelo menos bem posicionado defensivamente, complicando os anfitriões. Acabou 4 a 1 para os americanos, fora o baile. O Equador foi guerreiro contra Costa do Marfim, mas pagou o preço de desperdiçar tantas chances e sofreu o gol da derrota no último minuto. Ontem, o Uruguai teve muita dificuldade para empatar com a Arábia Saudita. E talvez a maior decepção de todas até agora: a Seleção Brasileira. O Marrocos tem um ótimo time e o empate é o de menos. O problema foi a atuação, a falta de criatividade e de perspectiva.
Ainda restam duas seleções sul-americanas na primeira rodada. A primeira, e mais forte, é a Argentina, que hoje encara a Argélia. Depois, na quarta-feira, a Colômbia pega o Uzbequistão. Pela lógica, finalmente veremos um sul-americano vencer. Por via das dúvidas, convém esperar.
Pela mesma lógica, já teríamos vencido.
Fonte: Correio do Povo