Vini Jr. marcou duas vez, enquanto Matheus Cunha completou o placar em 3 a 0 para os brasileiros no encerramento da fase classificatória. Adversário será conhecido nesta quinta-feira

Foto : PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP
Enfim, o Brasil venceu e convenceu. Em sua melhor atuação sob o comando de Carlo Ancelotti, a Seleção derrotou a Escócia por 3 a 0 na noite desta quarta-feira, no Hard Rock Stadium, em Miami, e garantiu a primeira colocação do Grupo C da Copa do Mundo. O resultado coroou uma atuação dominante da equipe, que controlou a partida do início ao fim e confirmou o principal objetivo da fase classificatória: avançar para o primeiro mata-mata do Mundial na liderança da chave.
Agora, a seleção aguarda a definição de seu próximo adversário, que será conhecido nesta quinta-feira, após o encerramento dos jogos do Grupo F. Os possíveis rivais são Holanda, Japão ou Suécia, sendo as duas primeiras seleções as candidatas mais prováveis a cruzarem o caminho brasileiro na próxima fase do Mundial.
Precisando da vitória, o Brasil começou a partida em ritmo forte, com boa movimentação, posse de bola e presença constante no campo de ataque. Desde o primeiro minuto, a pressão ofensiva se impôs e logo se transformou em vantagem no placar. Aos 6 minutos, Vini Jr abriu o marcador após erro da Escócia na saída de bola. Rayan interceptou passe de Robertson na direita da grande área e a bola sobrou para o camisa 7, que driblou o goleiro Gunn e finalizou com o gol aberto.
Aos 21 minutos, Vini Jr chegou a balançar as redes novamente em outro erro da defesa escocesa. Ele roubou a bola de Hendry na entrada da área, avançou em direção ao gol e finalizou rasteiro na saída do goleiro, mas o lance foi revisado pelo VAR e anulado por falta na disputa com o zagueiro, gerando reclamação dos brasileiros. Lance, no mínimo, polêmico.
O domínio brasileiro seguiu ao longo do primeiro tempo. Aos 44 minutos, Vini Jr tabelou com Rayan pela direita e cruzou rasteiro para Matheus Cunha, que desviou na pequena área. A bola ainda tocou em Ferguson e no goleiro Gunn antes de sair pela linha de fundo, em mais uma chegada perigosa.
No finalizinho da primeira etapa, aos 47 minutos, o Brasil ampliou o placar. Após disputas vencidas por Matheus Cunha e Danilo na saída de bola adversária, Bruno Guimarães cruzou da direita e encontrou Vini Jr livre na segunda trave. O camisa 7 cabeceou para o fundo da rede, marcando seu segundo gol na partida. Três minutos depois, Lucas Paquetá lançou Rayan na entrada da área. O atacante driblou Robertson e finalizou de perna direita, mas parou em grande defesa do goleiro Gunn, que evitou o terceiro gol brasileiro.
No segundo tempo, a Escócia tentou reagir logo aos 3 minutos. Tierney avançou pela esquerda e cruzou na medida para McTominay, que cabeceou em direção ao gol, mas Alisson estava bem posicionado e fez a defesa sem dificuldades. Foi a sua primeira intervenção no jogo.
O Brasil respondeu aos 6 minutos. Lucas Paquetá conduziu a bola pelo centro e encontrou Vini Jr com um belo passe. O atacante invadiu a área e finalizou na saída do goleiro Gunn, que evitou o gol com uma grande intervenção. Em seguida, aos 14 minutos, a Seleção ampliou a vantagem no placar. Casemiro lançou Bruno Guimarães, que avançou com qualidade e serviu Matheus Cunha. Surgindo como elemento surpresa pela direita, o atacante invadiu a área e bateu rasteiro para marcar o terceiro gol brasileiro.
Com o placar confortável, Carlo Ancelotti começou a administrar o desgaste físico da equipe e promoveu mudanças aos 20 minutos, retirando Casemiro e Lucas Paquetá. Pouco depois, aos 22 minutos, a torcida presente no Hard Rock Stadium passou a pedir a entrada de Neymar, que se recuperou recentemente de lesão e ainda não havia atuado na Copa do Mundo. O desejo dos torcedores foi atendido aos 30 minutos, quando o camisa 10 entrou em campo no lugar de Matheus Cunha, recebendo uma calorosa manifestação de apoio das arquibancadas.
O Brasil seguiu dominante na partida. Trocando passes enquanto tentava explorar os espaços deixados na defesa da Escócia e, nas arquibancadas, a torcida gritava “olé”, o time seguiu atacando até o final, mas não conseguiu fazer o quarto. Merecia, mas não fez. Pela superioridade demonstrada ao longo dos 90 minutos, a Seleção deixou o campo com a sensação de que poderia ter construído uma vitória ainda mais elástica.
Escócia: Gunn; Patterson (Ralston), Hendry, McKenna e Robertson (Tierney); Ferguson, McLean, Gannon-Doak (Christie) e McTominay; McGinn (Curtis) e Shankland (Adams). Técnico: Steve Clarke.
Brasil: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos (Alex Sandro); Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães e Lucas Paquetá (Gabriel Martinelli); Rayan (Endrick), Matheus Cunha (Neymar) e Vini Jr.. Técnico: Carlo Ancelotti.
Arbitragem: Cesar Ramos (MEX), auxiliado por Alberto Morin e Marco Bisguerra (MEX). Local: Estádio Hard Rock, em Miami, nos Estados Unidos. Público: 64.478.
Fonte: Correio do Povo