Brasil cria 2 milhões de empregos com carteira assinada em 2022

Brasil perdeu 431 mil trabalhadores formais em dezembro | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

O Brasil abriu 2.037.982 vagas de trabalho com carteira assinada ao longo de 2022, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (31) pelo Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência.

O segundo saldo positivo seguido do indicador é fruto de 22.648.395 admissões e de 20.610.413 desligamentos formais realizados entre janeiro e dezembro do ano passado. Em 2021, o saldo de admissões formais foi 36,2% maior, com 2.776.733 novos cargos formais.

Ao final do ano passado, a quantidade total de vínculos celetistas ativos totalizou 42.716.337 vínculos, o que representa uma variação negativa de 1% em relação ao estoque apurado no mês de novembro. Na análise anual, houve crescimento de 5% no número total de vínculos com carteira assinada.

No mês de dezembro, o indicador interrompeu a série de 11 meses consecutivos com mais contratações do que demissões com carteria assinada e registrou 431.011 desligamentos, com 1.813.934 demissões e 1.382.923 admissões.

Setores

No acumulado de 2022, os dados mostram que houve geração de empregos em todos os cinco setores econômicos analisados pelo Caged, com destaque para o ramo de serviços, responsável pela abertura de 1,176 milhão de postos formais.

O saldo positivo foi distribuído principalmente nas atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (+511.269 postos), administração pública (+275.375 vagas), alojamento e alimentação (+176.628 cargos) e transporte, armazenagem e correio (+124.618 empregos).

O comércio (+350.110 postos), a indústria (+251.868 vagas), concentrada na indústria de transformação (+54.123 postos), a construção (+194.444 cargos) e as atividades ligadas à agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+65.062 postos) também contrataram mais do que demitiram no ano passado.

Fonte: correiodopovo.com.br