País mais afetado pela onda de calor será a Alemanha

Foto : Ludovic Marin / AFP
Pelo menos 150 milhões de pessoas na Europa estarão expostas a temperaturas acima de 35°C nesta sexta-feira (26), segundo uma análise de dados da AFP. Mais da metade desse total estará concentrada na França (34 milhões) e na Alemanha (52 milhões), devido a essa onda de calor que se desloca para leste pelo continente.
Reduzindo um pouco o limiar, espera-se que as temperaturas máximas ultrapassem os 30°C para mais de 420 milhões de pessoas na Europa — sem contar a Turquia —, ou seja, 70%.
A análise, baseada em previsões do serviço meteorológico alemão e projeções populacionais para 2025 do Joint Research Center, coincide com os números da ONG austríaca Klimadashboard.
Os números para esta sexta-feira são superiores à previsão do instituto alemão calculada para as 3h GMT (0h em Brasília) de quinta-feira. Naquele horário, esperava-se que 101 milhões de pessoas enfrentassem temperaturas acima de 35°C.
Ao contrário de quinta-feira, a área mais afetada pela onda de calor não será mais a França, mas a Alemanha, onde cerca de 82 milhões de pessoas enfrentarão temperaturas acima de 30ºC nesta sexta-feira.
No entanto, cerca de 34 milhões de pessoas na França enfrentarão temperaturas acima de 35°C, assim como 17 milhões na Itália e 15 milhões nos Países Baixos.
O Instituto Meteorológico dos Países Baixos também emitiu seu primeiro alerta vermelho para o calor, que entrou em vigor nesta sexta-feira em grande parte do país.
Para chegar a esses números, a AFP utilizou um método semelhante ao do Klimadashboard, cruzando os dados do modelo de previsão do tempo alemão do Deutscher Wetterdienst (DWD), calculado às 3h00 GMT (00h00 no horário de Brasília), com a densidade populacional.
Os habitantes de uma área são contabilizados se o modelo prevê temperaturas acima de 30 ou 35°C em algum momento desta sexta-feira naquele local.
No entanto, David Jablonski, do Klimadashboard, explicou à AFP que, como o modelo tem uma resolução de aproximadamente 6,5 km, ele não consegue refletir completamente as ilhas de calor urbanas.
Fonte: Correio do Povo