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Safra de pinhão está estimada em 860 toneladas no Rio Grande do Sul

Foto: Rogério Fernandes / Emater / Divulgação / CP

De acordo com projeções inicias da Emater/RS-Ascar, a safra de pinhão no Rio Grande do Sul em 2025 deve alcançar cerca de 860 toneladas. A entidade divulgou que a maior parte da produção está concentrada na Serra Gaúcha, Hortênsias e Campos de Cima da Serra. Juntas, as regiões devem colher mais de 600 toneladas. No Planalto, a estimativa é de 110 toneladas, enquanto que o Centro Serra e a Serra do Botucaraí devem somar aproximadamente 150 toneladas.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, as previsões apontam para uma manutenção dos índices da safra anterior em alguns municípios, enquanto outros podem registrar crescimento entre 10% e 20%. No entanto, em determinadas localidades, a produção pode cair na mesma proporção, devido às condições climáticas.

“As secas recorrentes nos últimos anos, as chuvas abundantes no fim do inverno e no início da primavera, além da alternância de produção característica da Araucária, influenciam diretamente na colheita”, explica a engenheira florestal Adelaide Ramos, do regional de Caxias do Sul da Emater/RS-Ascar.

O período oficial de colheita, transporte, comercialização e armazenamento do pinhão no Estado teve início em 1º de abril, conforme a Lei Estadual nº 15.915, de 22 de dezembro de 2022. A norma busca equilibrar a geração de renda com a preservação da Araucária angustifolia, espécie ameaçada de extinção e protegida pelo Decreto Estadual 52.109/2014 e pela Portaria MMA nº 148/2022. A legislação estabelece que apenas pinhões maduros, em estágio deiscente e com coloração verde-amarelada ou marrom típica, podem ser colhidos. Além disso, o corte da árvore nativa, que produz pinhas entre abril e junho, é proibido.

As principais áreas produtoras incluem, além da Serra Gaúcha, Hortênsias e Campos de Cima da Serra, as regiões do Planalto, Serra do Botucaraí e Centro Serra.

“O produto está ligado à cultura e à tradição e é importante na geração de renda e mesmo no sustento das unidades de produção familiares que trabalham com o extrativismo da semente”, destaca o engenheiro florestal Antônio Borba, assistente técnico estadual da Emater/RS-Ascar.

À medida que a colheita avança, os técnicos da Emater/RS-Ascar seguem acompanhando os resultados para confirmar as estimativas iniciais e avaliar o impacto das condições climáticas sobre a produção.

Fonte: https://www.correiodopovo.com.br/

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