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RS registra foco de gripe aviária em aves silvestres na Reserva do Taim

Foto : Shutterstock / CP

O governo do Estado, por meio do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), detectou foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), conhecida como gripe aviária, em aves silvestres encontradas na Lagoa da Mangueira, no município de Santa Vitória do Palmar, na Reserva do Taim.

A Seapi esclarece que a infecção pelo vírus da gripe aviária em aves silvestres não afeta a condição sanitária do Rio Grande do Sul e do país como livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), não impactando o comércio de produtos avícolas. Também ressalta-se que não há risco na ingestão de carne e de ovos, porque a doença não é transmitida por meio do consumo.

O vírus foi identificado em aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba. A notificação de animais mortos ou doentes foi atendida pelo Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS), no dia 28 de fevereiro, e as amostras coletadas foram enviadas para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), unidade referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), que confirmou a doença.

Medidas de contingência

O SVO está no local para aplicar as medidas e os procedimentos para a contingência da Influenza Aviária na região. A vigilância está sendo realizada na região por servidores da Seapi, em parceria com as equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Além disso, ações de educação sanitária e conscientização serão realizadas na região.

O diretor do DDA, Fernando Groff, informa que serão conduzidas medidas de vigilância e prevenção nas criações de subsistência locais. “O Rio Grande do Sul convive com o vírus da influenza desde 2023, e temos priorizado as atividades de prevenção e reforço das condições de biossegurança das granjas avícolas, de forma contínua, visando proteger o plantel avícola e manter a condição sanitária do nosso Estado”, ressaltou Groff.

Comunicado da O.A.RS

A Organização Avícola do Rio Grande do Sul (O.A.RS) e suas entidades ASGAV/SIPARGS emitiram um comunicado sobre o registro de influenza aviária de alta patogenicidade, em aves silvestres na reserva ecológica do Taim.

“A ocorrência em aves silvestres é evento observado em diferentes regiões no mundo, não sendo situação incomum no cenário epidemiológico nestas aves. Informamos, ainda, que este registro não altera o status sanitário do Brasil, tampouco gera embargos às exportações ou restrições comerciais, mantendo-se a normalidade das atividades do setor produtivo.”

De acordo com o documento, “o monitoramento permanente dos órgãos oficiais demonstra a responsabilidade e cuidado com fluxo de aves migratórias e com as condições epidemiológicas de determinados ambientes”.

Assinado pelo presidente-executivo da O.A.RS, José Eduardo dos Santos, o texto reforça “a importância da manutenção e do fortalecimento das medidas de biosseguridade nas propriedades comerciais, com atenção especial aos protocolos de controle de acesso, higienização, controle de vetores, monitoramento sanitário e comunicação imediata de qualquer suspeita ao serviço veterinário oficial”.

Sobre a gripe aviária e notificação de casos suspeitos

A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves, mas também pode infectar mamíferos, cães, gatos, outros animais e mais raramente humanos.

Entre as recomendações, estão que as pessoas não se aproximem ou tentem socorrer animais feridos ou doentes e não se aproximem de animais mortos. Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em animais devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura através da Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou através do WhatsApp (51) 98445-2033.

Fonte: Correio do Povo

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