
A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu as investigações sobre a morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis.
Segundo informações do jornal ND Mais, o inquérito policial foi remetido ao Fórum nesta terça-feira (3) e encaminhado para análise do Poder Judiciário. Não há, até o momento, a confirmação de quantos investigados participaram do caso.
Os quatro adolescentes suspeitos de participarem das agressões foram investigados pela Polícia Civil. Dois deles viajaram para a Disney, em Orlando (EUA), após a repercussão do caso. No desembarque em Santa Catarina, no dia 29 de janeiro, os jovens tiveram roupas, celulares e eletrônicos apreendidos, em uma operação que contou com apoio da Polícia Federal.
Segundo o delegado-geral de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, os detalhes sobre a investigação serão repassadas pela secretaria de Comunicação do Estado.
A defesa dos adolescentes ainda não se manifestou após a conclusão do caso.
Conforme noticiado pela CNN, com informações do Governo do Estado, a investigação também apura uma tentativa de afogamento contra um segundo cachorro, chamado Caramelo, que conseguiu escapar. Segundo a corporação, os adolescentes são responsáveis pelos dois casos.
O resultado da investigação ainda será divulgado na noite desta terça-feira (3).
Entenda o caso
Orelha morreu no início de janeiro, após sofrer agressões na região da cabeça. De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as lesões foram tão graves que o animal precisou ser submetido à eutanásia durante atendimento veterinário que buscava reverter seu quadro clínico.
A Polícia Civil tomou conhecimento do caso em 16 de janeiro. Além dos adolescentes, a investigação indiciou três familiares do jovens por coagir testemunhas do caso.
Na quarta-feira, 28, os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte obtiveram na Justiça uma liminar que determina que plataformas digitais como Instagram, Facebook, WhatsApp e TikTok excluam postagens com informações pessoais sobre os investigados. Segundo a defesa, o conteúdo divulgado infringe normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê sigilo absoluto em processos envolvendo pessoas abaixo de 18 anos.
Comoção pública por justiça
No último domingo, centenas de pessoas participaram de um ato público em Porto Alegre pedindo justiça pela morte do cão Orelha. A manifestação ocorreu no Monumento ao Expedicionário, no Parque Farroupilha (Redenção), e integrou uma mobilização nacional realizada em diferentes cidades do país.
Na Capital, os manifestantes levaram faixas, cartazes e bandeiras, além de comparecerem acompanhados de seus animais de estimação. Durante o ato, também houve gritos pedindo justiça e o fim da impunidade em casos de maus-tratos contra animais.
Fonte: Correio do Povo