
Onze dias após terem sido encontrados mortos de dentro de uma BMW, em Balneário Camboriú, a perícia concluiu que a morte dos 4 jovens foi causada por asfixia, decorrente da elevada concentração de monóxido de carbono no sangue.
A informação foi divulgada durante entrevista coletiva realizada na sede da Secretaria de Segurança Pública nesta sexta-feira (12), conforme informou o portal NdMais.
De acordo com as autoridades, três das vítimas apresentaram mais de 50% de monóxido de carbono no sangue, enquanto uma delas registrou 49%. Esse elevado nível foi determinante para as quatro mortes, causando convulsões e tornando-se extremamente perigoso.
Segundo a Perita Criminal e bioquímica, Bruna de Souza Boff, embora o monóxido de carbono seja inalado em ambientes abertos sem causar intoxicação, ele pode ser letal em locais fechados, sendo que acima de 40% já é geralmente suficiente para causar a morte.
Foram realizados 18 exames laboratoriais, com a participação de 22 profissionais diretamente envolvidos com o trabalho de seis áreas técnicas distinta para solucionar o caso.
Os exames abrangeram o local do crime, análises laboratoriais, exames de engenharia no carro e exames médico-legais. As vítimas não apresentavam sinais de violência, e o ar-condicionado do veículo estava ligado a 27ºC no momento do acidente.
Adulterações na BMW
Conforme o NdMais, os exames mecânicos revelaram adulterações no veículo, incluindo alterações no catalisador, uma tubulação inadequada ligada ao escapamento, modificações na parte média do escapamento para gerar mais ruídos, alterações no silenciador e a presença de um chip de potência.
A investigação concluiu que houve uma adulteração no downpipe que é uma tubulação que conecta a saída do coletor de escapamento ao restante do sistema de escapamento.
Ele é projetado para direcionar os gases de escapamento para fora do motor e, eventualmente, para fora do veículo. Neste caso, o motorista optou por substituir o downpipe original por modificar o existente para melhorar o desempenho do veículo.
Segundo os peritos, essas modificações resultaram em vazamentos significativos de monóxido de carbono, levando às quatro mortes. O perito criminal Luiz Gabriel Alves de Deus explicou que as alterações tornaram o veículo mais barulhento e potente.
O diretor de medicina legal e perito médico legista, Fernando Oliva da Fonseca, ressaltou que os corpos apresentavam sinais de asfixia, e as manchas observadas indicaram intoxicação por monóxido de carbono. Os exames, incluindo testes de monóxido de carbono no sangue, confirmaram que os jovens morreram devido à substância.
Fonte: https://www.correiodopovo.com.br/