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Mundial Brangus: gaúchos conquistam dois terços dos prêmios de rústicos e argola

Estado também venceu três dos quatro grandes campeonatos Supremos no evento em Londrina

O touro TE8048 (box 468), da Cabanha Juquiry, de Uruguaiana, foi o campeão Supremo Adulto
Foto : Douglas Salgueiro / Divulgação / CP

Os julgamentos do Mundial Brangus 2026 terminaram neste sábado, 21, com três dias consecutivos de premiações e um show de genética nacional. O Rio Grande do Sul confirmou seu protagonismo, conquistando 67% dos prêmios, além de vencer três dos quatro grandes campeonatos Supremos.

A Suprema Top Terneira é B666 (box 340), da Agroottoni, de Santo Antônio das Missões, e a Suprema Adulta é a vaca com cria ao pé L1072TE (box 411), da Cabanha Vacacaí, de São Gabriel, e dos parceiros Fazenda Ramada, César Augusto Dagios e Giovani Lizot. O terceiro título máximo obtido pelos gaúchos foi o Supremo Adulto: o touro TE8048 (box 468), da Cabanha Juquiry, de Uruguaiana.

Um dos destaques do Mundial Brangus 2026 foi o criador Élio Ottoni, da Agroottoni, que conquistou, além do Supremo Campeonato, o Grande Campeonato Top Terneiros Argola com a terneira B666 (box 340) e o de Reservada de Grande Campeã com B613 (box 347).

A grande campeã é muito especial para o criador tendo em vista que é resultado do processo de seleção realizado na Agroottoni com base em genética adquirida do amigo e parceiro Ignacio Tellechea, da Rincon del Sarandy, de Uruguaiana.

“Coletamos embriões dessa terneira e já temos em pista uma filha dela grande campeã que carrega a genética da Agroottoni”, frisa Tellechea,, que já havia conquistado importantes premiações nos rústicos durante a semana.

A terneira chamou tanto a atenção que acabou indo à venda no leilão Noite dos Campeões e sendo comercializada por R$ 168 mil para criador da Venezuela. Entre os terneiros, a Agroottoni ainda levou o título de Reservado de Grande Campeão Terneiro com B886 (box 432).

Nas fêmeas adultas Brangus de Argola, deu dobradinha do Rio Grande do Sul. A vaca com cria ao pé L1072TE (box 411) levou o título de Grande Campeã do Mundial e de Suprema, valorizando a genética da Cabanha Vacacaí, de São Gabriel, e de seus amigos e parceiros da Fazenda Ramada, César Augusto Dagios e Giovani Lizot.

“Essa vitória dedico a todos que, como eu, trabalham e amam o que fazem. Sucesso é sempre obtido em família”, disse às lágrimas o criador Raul Southall. A reservada de Grande Campeã, a novilha Ignacia FIV3739 (Box 382), veio de Capão do Leão (RS), da Cabanha Recalada, de Fábio Ruivo.

Avanço do Brangus

Muito satisfeito com os animais apresentados na pista de argola do Mundial Brangus, o jurado Marcos Borges Júnior, reconheceu o avanço visto nos rebanhos Brangus do Brasil nos últimos anos. Ele premiou mais três criatórios do Rio Grande do Sul nos Machos de Argola.

A Cabanha Juquiry, de Uruguaiana, ficou com o Grande Campeonato com o touro TE8048 (box 468), animal que se sagrou também Supremo, e a Agroottoni com o Reservado de Grande Campeão com B460 (box 456).

O presidente do Núcleo Brangus Sul, Gabriel Barros, comemorou o sucesso em pista, mas, mais que isso, voltou a exaltar a união de criatórios para a realização de um Mundial de peso.

“Os criatórios gaúchos responderam ao apelo da Associação Brasileira de Brangus e vieram em peso com seus melhores animais. O resultado desse empenho foi visto nas pistas, conquistando 67% dos prêmios”.

Fonte: Correio do Povo

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