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Mulheres rurais: do trabalho à liderança

Foto : Shutterstock / CP

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher e após a ONU declarar 2026 como Ano Internacional da Mulher Agricultora, cresce o debate sobre o espaço feminino no campo. No Rio Grande do Sul, dados da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul mostram que apenas 10% dos sindicatos são presididos por mulheres. Embora 73% das entidades tenham mulheres na diretoria, elas ainda são minoria nos cargos de maior poder.

Apesar de representarem parcela significativa da força de trabalho rural e muitas atuarem na gestão das propriedades, o reconhecimento e o respeito à liderança feminina seguem como desafios. Especialistas apontam que a qualificação e a participação das jovens têm impulsionado mudanças, inclusive na sucessão familiar e no comando de entidades sindicais.

A professora da Universidade Federal de Santa Maria, Rosani Spanevello, destaca que ainda há desigualdade no acesso à renda e à tomada de decisões. Lideranças sindicais avaliam que políticas públicas e maior autonomia são fundamentais para transformar presença em protagonismo.

Mesmo com avanços, as mudanças são consideradas lentas. Representantes do setor defendem que ampliar a participação feminina fortalece o desenvolvimento das propriedades e qualifica o meio rural, tornando o campo mais sustentável e inclusivo.

Fonte: Correio do Povo

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