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Falta de chuvas e calor prejudicam o milho no RS

Foto : José Schäfer / Emater / CP

A colheita do milho chegou à metade das lavouras gaúchas até a semana passada, e avança rapidamente em razão do tempo seco e quente, o que reduz a umidade dos grãos de forma mais acentuada, ressalta o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar da semana passada.

O restante das lavouras se distribui entre maturação (21%), enchimento de grãos (16%), floração (6%), desenvolvimento vegetativo (7%).

“As produtividades nas áreas colhidas estão satisfatórias com média próxima à projetada inicialmente, mas há variabilidade significativa em função das condições edafoclimáticas e do manejo”, menciona o documento.

Conforme a instituição, a diminuição das chuvas nos últimos dias e as altas temperaturas nas fases críticas, em especial pendoamento, polinização e enchimento de grãos, “têm impactado negativamente o potencial produtivo, e há perdas mais expressivas em áreas com solos de menor capacidade de retenção hídrica”.

E a a baixa umidade do solo tem limitado o plantio em segunda safra e de cultivos em sucessão, causando problemas de emergência e desenvolvimento inicial.

Em relação à sanidade, a Emater informa que houve aumento da incidência de cigarrinha-do-milho em diversas regiões, demandando monitoramento contínuo, assim como há registros pontuais de outras pragas, como lagarta-do-cartucho.

Preço cai

A instituição estima o cultivo de 785.030 hectares, como produtividade inicialmente projetada em 7.370 kg/ha. A nova projeção será divulgada no início de março. O valor médio da saca, segundo o levantamento semanal de preços da instituição, diminuiu 2,24% comparado à semana anterior: de R$ 60,70 para R$ 59,34.

Fonte: Correio do Povo

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