Receita de embarques chegou a US$ 1,4 bilhão, e China se manteve como principal comprador da proteína brasileira

Foto : Camila Cunha / CP Memória
As exportações brasileiras de carne bovina mostraram um ritmo acelerado neste início de ano. Em fevereiro, foram enviadas ao exterior 279,26 mil toneladas, um crescimento de 28,64% frente ao mesmo mês do ano passado, e a receita dos embarques atingiu US$ 1,449 bilhão, o que corresponde a um avanço de 39,57% na mesma base de comparação. Os dados são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) e incluem vendas de carnes in natura e industrializada, além de miudezas e outros subprodutos bovinos.
No primeiro bimestre do ano, os embarques totalizaram 557,24 mil toneladas, um aumento de 22% frente a janeiro e fevereiro de 2025. O resultado financeiro cresceu quase 40%, com receitas de US$ 2,865 bilhões.“O bom ritmo das vendas neste início de ano é um forte indicativo de que as medidas de salvaguardas impostas pela China às importações de carne bovina devem ter impacto reduzido para o Brasil neste ano”, disse a Abrafrigo em nota.
De acordo com a entidade, a China continuou sendo o principal destino da carne bovina brasileira no primeiro bimestre do ano, tendo adquirido do Brasil 223,7 mil toneladas, 21,7% a mais que nos dois primeiros meses de 2025. A receita desses embarques avançou 36% no período, para US$ 1,221 bilhão. Os preços médios de exportações de carne bovina in natura para a China tiveram valorização de 12% no primeiro bimestre de 2026, frente ao primeiro bimestre do ano anterior, chegando a US$ 5.461 por tonelada.
Para a Abrafrigo, o desempenho dos dois primeiros meses de 2026 aponta para um cenário de expansão das exportações brasileiras de carne bovina, impulsionado principalmente pela Ásia, pelo Oriente Médio e por mercados emergentes, enquanto alguns destinos específicos apresentaram ajustes ou retrações pontuais. “O resultado reforça o papel do Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteína bovina em um contexto de demanda internacional ainda aquecida”, avaliou a entidade.
Fonte: Correio do Povo