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Ato por justiça ao cão Orelha reúne centenas de pessoas e pets em Porto Alegre

Foto : Fabiano do Amaral

Centenas de pessoas participaram, na manhã deste domingo, de um ato público em Porto Alegre pedindo justiça pela morte do cão Orelha. A manifestação ocorreu no Monumento ao Expedicionário, no Parque Farroupilha (Redenção), e integrou uma mobilização nacional realizada em diferentes cidades do país.

Na Capital, os manifestantes levaram faixas, cartazes e bandeiras, além de comparecerem acompanhados de seus animais de estimação. Durante o ato, também houve gritos pedindo justiça e o fim da impunidade em casos de maus-tratos contra animais.

mobilização foi organizada por integrantes do movimento Lute Vet. Segundo a médica veterinária e organizadora da manifestação em Porto Alegre, Graciela Naibert Giurni, a iniciativa surgiu da necessidade de ir além das manifestações virtuais. “Não tinha como ficar calada como veterinária, como mãe, como mulher e como cidadã. A gente tem que ir para a rua fazer pressão”, disse.

Ela destacou que o objetivo do ato é pressionar o poder público e chamar a atenção da sociedade para a gravidade da violência contra animais. “No Brasil, animais são vistos como segundo, terceiro, ou quarto plano. A gente precisa conscientizar as pessoas e educar as pessoas. Não gosta de animal, tudo bem, mas respeita. É uma vida”, afirmou

A organizadora citou ainda a chamada “Teoria do Link”, que relaciona a violência contra animais a comportamentos agressivos futuros. “Quando uma criança ou adolescente pratica violência contra um animal, ela pode vir a ser um agressor no futuro”, afirmou.

De acordo com ela, o ato em Porto Alegre é apenas o início de uma mobilização mais ampla. “Isso é só o começo. A ideia é seguir de forma ordeira e racional, buscando mudanças e cobrando o Judiciário”, concluiu.

A morte do cão Orelha

Orelha morreu no início de janeiro, após sofrer agressões na região da cabeça. De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as lesões foram tão graves que o animal precisou ser submetido à eutanásia durante atendimento veterinário que buscava reverter seu quadro clínico.

A Polícia Civil tomou conhecimento do caso em 16 de janeiro. Quatro adolescentes são investigados por supostamente agredirem o animal de forma violenta, com a intenção de causar sua morte. Parte das agressões teria se concentrado na cabeça do cão.

No dia 26 de janeiro, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos, mas ninguém foi preso. Dois deles estavam nos Estados Unidos e tiveram celulares e roupas apreendidos pela Polícia Civil na quinta-feira, 29, ao desembarcarem no Aeroporto Internacional de Florianópolis.

A defesa dos suspeitos informou que a volta dos jovens foi articulada com os policiais e confirmou que eles entregaram os aparelhos telefônicos e outros pertences às autoridades em uma sala restrita do aeroporto. Os adolescentes também foram intimados a prestar depoimento.

Fonte: Correio do Povo

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