Ofensiva cumpre 10 mandados contra suspeitos de armazenar ou distribuir conteúdo sexual envolvendo menores

Ronaldo Bernardi / Grupo RBS
A Polícia Civil realiza ofensiva no Rio Grande do Sul contra suspeitos de armazenar ou distribuir conteúdo sexual envolvendo crianças e adolescentes. A operação se iniciou na quarta-feira (4) e se estende até esta sexta (6). Foram cumpridos 10 mandados, entre prisão e busca e apreensão, em seis cidades: Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, Caxias do Sul, na Serra, Vila Maria, no Norte, além de Canoas e Viamão, na Região Metropolitana, e Porto Alegre.
Um dos alvos é um jovem de 23 anos, morador de Viamão que, além de armazenar, produzia conteúdo. A Polícia Civil descobriu que ele mantinha aproximação de famílias da vizinhança e se oferecia para “cuidar” das vítimas.
Segundo o delegado André Mocciaro, diretor da Divisão Especial da Criança e Adolescente (Deca), ao menos uma vítima foi identificada e outros dois casos são investigados.
— A gente identificou ele produzindo cenas de abuso sexual infantojuvenil. Então nós temos fortes indícios de que ele efetivamente abusou de crianças — afirma Mocciaro.
A investigação ainda apura se o jovem era contratado para cuidar dos menores ou se se aproximava das crianças voluntariamente, aproveitando o bom relacionamento que mantinha com os familiares.
— O caso traz à tona uma questão muito relevante que é o rosto desse tipo de criminoso. Nesse caso, ele é uma pessoa muito próxima da família. Então pode ser um vizinho, pode ser um motorista da van escolar, pode ser um professor, às vezes são pais, tios e parentes daquela criança. O importante é que os pais e responsáveis que efetivamente amam os seus filhos tenham esse alerta — complementa o delegado.
Sobre a Operação Refúgio
A ação realizada pelo Deca é resultado de diferentes investigações de crimes de produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil, além de estupro de vulnerável. Não há relação entre os casos.
A operação que durou três dias contou com 80 policiais e equipes do Instituto-Geral de Perícias, responsável por periciar o material extraído dos alvos. A ação é considerada a maior do tipo já feita em solo gaúcho.
Fonte: GZH