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Jovem de 23 anos que se oferecia para cuidar de crianças é preso por pedofilia em Viamão

Ofensiva cumpre 10 mandados contra suspeitos de armazenar ou distribuir conteúdo sexual envolvendo menores

Operação cumpre mandados em seis cidades contra suspeitos de pedofilia no RS.
Ronaldo Bernardi / Grupo RBS

A Polícia Civil realiza ofensiva no Rio Grande do Sul contra suspeitos de armazenar ou distribuir conteúdo sexual envolvendo crianças e adolescentes. A operação se iniciou na quarta-feira (4) e se estende até esta sexta (6). Foram cumpridos 10 mandados, entre prisão e busca e apreensão, em seis cidades: Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, Caxias do Sul, na Serra, Vila Maria, no Norte, além de Canoas e Viamão, na Região Metropolitana, e Porto Alegre. 

Um dos alvos é um jovem de 23 anos, morador de Viamão que, além de armazenar, produzia conteúdo. A Polícia Civil descobriu que ele mantinha aproximação de famílias da vizinhança e se oferecia para “cuidar” das vítimas.

Segundo o delegado André Mocciaro, diretor da Divisão Especial da Criança e Adolescente (Deca), ao menos uma vítima foi identificada e outros dois casos são investigados.

— A gente identificou ele produzindo cenas de abuso sexual infantojuvenil. Então nós temos fortes indícios de que ele efetivamente abusou de crianças — afirma Mocciaro.

A investigação ainda apura se o jovem era contratado para cuidar dos menores ou se se aproximava das crianças voluntariamente, aproveitando o bom relacionamento que mantinha com os familiares.

— O caso traz à tona uma questão muito relevante que é o rosto desse tipo de criminoso. Nesse caso, ele é uma pessoa muito próxima da família. Então pode ser um vizinho, pode ser um motorista da van escolar, pode ser um professor, às vezes são pais, tios e parentes daquela criança. O importante é que os pais e responsáveis que efetivamente amam os seus filhos tenham esse alerta — complementa o delegado.

Sobre a Operação Refúgio

A ação realizada pelo Deca é resultado de diferentes investigações de crimes de produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil, além de estupro de vulnerável. Não há relação entre os casos.

A operação que durou três dias contou com 80 policiais e equipes do Instituto-Geral de Perícias, responsável por periciar o material extraído dos alvos. A ação é considerada a maior do tipo já feita em solo gaúcho.

Fonte: GZH

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