Governo dos EUA avalia uso de sua maior bomba não nuclear contra o país, caso combates sejam retomados, segundo a CNN
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Foto : AFP
O governo dos Estados Unidos cogita utilizar sua maior bomba não nuclear contra o Irã caso o presidente Donald Trump decida retomar os combates na guerra, que está em um momento de impasse, informou a emissora CNN na quinta-feira (14).
O Exército avalia o possível uso da bomba GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast (MOAB), mais conhecida por seu apelido, a “Mãe de Todas as Bombas”, para atacar infraestruturas energéticas iranianas e instalações nucleares, segundo o canal, que citou fontes do governo informadas sobre o tema.
Trump tenta melhorar seus baixos índices de aprovação às vésperas das eleições legislativas de novembro, enquanto as pesquisas mostram que a impopular guerra no Irã e o aumento dos preços dos combustíveis, que encareceram outros produtos, prejudicam o Partido Republicano.
Os esforços diplomáticos para acabar com o conflito, que começou com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em fevereiro, estão em um impasse há alguns meses. Vários funcionários do governo, no entanto, expressam dúvidas sobre a eficácia da bomba, em particular sobre sua capacidade de destruir os supostos locais nucleares subterrâneos da República Islâmica.
A MOAB serve para “limpar grandes áreas, mas não para muito mais”, disse à CNN uma fonte familiarizada com os planos. “Definitivamente não foi concebida como uma ogiva de penetração profunda”, acrescentou.
Estados Unidos e Israel afirmaram que a guerra era necessária para impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares, um objetivo que Teerã nega há muito tempo. Também há preocupações sobre a possibilidade de vítimas civis provocadas por uma arma tão grande. Washington reduziu as operações militares nas últimas semanas para priorizar a pressão econômica.
A AFP entrou em contato com o Pentágono para solicitar comentários. Em 2017, o Exército americano no Afeganistão lançou a “MOAB” contra esconderijos do grupo Estado Islâmico em um complexo de túneis e abrigos subterrâneos, uma operação que matou mais de 90 milicianos.
Fonte: Correio do Povo