PNUMA adverte que mais da metade da produção mundial de gás e petróleo não tem medições confiáveis, impactando o aquecimento global

Foto : Paulo Pinto / Agência Brasil / CP
As emissões de metano de mais da metade da produção mundial de gás e petróleo não estão sendo medidas de forma “confiável”, apesar da relevância deste gás para o aquecimento global, alertou nesta quinta-feira (15) o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Apesar dos avanços na medição das emissões de metano, o mundo “não consegue evitar os piores impactos do aquecimento sem a participação plena” dos produtores de petróleo e gás na coleta de dados a respeito, advertiu Martin Krause, diretor da divisão de mudança do clima no PNUMA.
O metano é um dos gases do efeito estufa e é responsável por 30% do aquecimento global, segundo os cientistas. É muito mais potente que o CO2 (dióxido de carbono), embora sua permanência na atmosfera seja bem menor, de quase 12 anos.
Desafios na medição de emissões
As empresas que participaram do relatório anual sobre o monitoramento das emissões de metano do setor, o Oil and Gas Methane Partnership (OGMP 2.0), representam apenas 43% da produção mundial de petróleo e gás.
A maior parte das emissões de metano declaradas pelos membros da OGMP procede das atividades de exploração e produção (82%), muito à frente das redes de gás ou dos terminais, ressalta o relatório do PNUMA. E, embora 88% da produção de petróleo e gás europeia esteja coberta pelo sistema de declaração de emissões de metano da OGMP, o nível cai para 48% na América do Norte e para 16% na Ásia Central.
Em 2025, a produção de energias fósseis (petróleo, gás e carvão) foi responsável por 35% das emissões de metano de origem humana, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).
Fonte: Correio do Povo