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Alerta da Asgav sobre queda na produção de ovos e frango no RS persiste

Enquanto a ABPA projeta crescimento para aves, suínos e ovos, entidade gaúcha aponta cautela diante da retração no consumo e dos desafios econômicos

Previsão é que a produção de carne de frango, por exemplo, tenha alta de 5,6% em 2026
Previsão é que a produção de carne de frango, por exemplo, tenha alta de 5,6% em 2026
Foto : Manoel Petry / Divulgação / CP Memória

As boas expectativas divulgadas, nesta terça-feira (28) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) contrastam com o alerta para a redução no ritmo de produção de frango e ovos no Estado, anunciada pela a Organização Avícola do RS (Asgav/Sipargs/Ovos RS) há algumas semanas.

“Nos referimos à situação do RS como um alerta de cautela. Cada região (tem) suas particularidades”, observou o presidente executivo entidade, José Eduardo dos Santos, reafirmando a preocupação, que inclui a retração no consumo nacional e os efeitos dos conflitos no Oriente Médio na economia.

O RS é o 3° maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil, ficando atrás do Paraná e de Santa Catarina.

Previsões nacionais

No país, a ABPA estima que os setores de suínos, aves e ovos terão um ano 2026 de crescimento generalizado em produção, consumo interno e exportações, assim como a projeção é que os números de 2027 também sejam positivos. A previsão é que a produção de carne de frango, por exemplo, tenha alta de 5,6% em 2026, somando 16,150 milhões de toneladas. Para 2027, o número deve subir 2,8%, um volume de 16,6 milhões de toneladas. Já os embarques devem avançar 10,5%, chegando a 5,875 milhões de toneladas em 2026. No próximo ano, o incremento estimado é de 3%.

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, citou o dólar “competitivo” e os custos estáveis, como fatores que contribuem para as estimativas positivas. Santin também enfatizou o empenho e a expectativa do setor em oferecer garantias à União Europeia (UE) em relação ao cumprimento das regras do bloco sobre o uso de antimicrobianos. Uma missão da UE visitará produtores brasileiros em agosto para verificar a fiscalização e analisar o possível retorno do Brasil à lista de países que podem exportar produtos de origem animal para a UE. “Se depender da nossa indústria, vamos retornar (a ter livre acesso)”, declarou.

Mesmo com as previsões de expansão, a ABPA demonstrou preocupações com o endividamento no Brasil e com a geopolítica. Ainda assim, destacou a situação confiável em relação à biosseguridade, enquanto outros grandes produtores globais, como a União Europeia, enfrentam milhares de casos de influenza aviária, além de perdas para o calor e incêndios, o que prejudica a logística.

Em relação à carne suína, a produção em 2026 deverá atingir 5,870 milhões de toneladas, expansão de 5% sobre o ano passado, e 6,050 milhões em 2027, avanço de 3,1%. Já em embarques, a alta estimada é de 5,9% neste ano, somando 1,6 milhão de toneladas, e 6,3% no ano que vem (1,7 milhão de toneladas).

Nos ovos, há uma previsão de encolhimento das exportações neste ano de 26,6%, para 30 mil toneladas ante 2025. Contudo, em 2027, a estimativa é de ampliação de 15% para 34,5 mil. Já na produção, estima-se ampliação de 4,1% neste ano, ou 64,8 bilhões de unidades, e de 2,6% em 2027, 66,5 bilhões. As tarifas dos Estados Unidos, que já foi o maior mercado para o ovo brasileiro, explicam a queda nos embarques em 2026.

Fonte: Correio do Povo

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