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Desenvolvimento de pastagens mostra melhora gradual no RS

Evolução, porém, é desigual entre as regiões, devido a chuvas, baixa luminosidade e atraso na implantação de lavouras

Na região de Pelotas, Emater/RS-Ascar aponta redução significativa na oferta de pasto
Na região de Pelotas, Emater/RS-Ascar aponta redução significativa na oferta de pasto
Foto : Rafael Dias / Emater/RS-Ascar / Divulgação / CP

Chuvas, geada e baixa luminosidade afetaram os campos nativos em parte do Rio Grande do Sul, diminuindo a disponibilidade e o valor nutritivo das forrageiras. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (23), na região administrativa de Pelotas, observa-se redução significativa na oferta de pasto, o que compromete a capacidade de suporte das áreas. Já o desenvolvimento das pastagens de inverno cultivadas nas diversas regiões do Estado apresenta melhora gradual, favorecido pelo predomínio de tempo firme e pelo aumento da radiação solar em períodos anteriores.

Entretanto, o crescimento das forrageiras ainda está desigual entre as regiões, devido à baixa luminosidade, ao atraso implantação das lavouras e ao retorno das chuvas intensas, com encharcamento dos solos e dos potreiros. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as chuvas voltaram a encharcar os potreiros, afetando a taxa de crescimento das forrageiras e aumentando o risco de degradação por pisoteio, principalmente em áreas com maior lotação e preparo convencional do solo. Na região de Santa Maria, as chuvas intensas no final do período provocaram o encharcamento das áreas de pastagem.

No Estado, a bovinocultura de corte apresentou desempenho variável conforme a disponibilidade de forragem. Os rebanhos mantidos em pastagens cultivadas registraram melhora no ganho de peso e na condição corporal. Já os criados em campo nativo seguiram com restrições nutricionais e maior necessidade de suplementação. A atividade se encontra em período de parições e de preparação das matrizes para a estação reprodutiva.

A produção de leite está estável na maior parte das regiões, sustentada pela suplementação com silagem, feno e concentrados e pela melhoria gradual das pastagens cultivadas. Os rebanhos apresentam bom escore corporal e condições satisfatórias de bem-estar na maioria das propriedades. No entanto, em algumas regiões, o excesso de umidade dificultou o manejo, reduziu o consumo de forragem em sistemas a pasto e favoreceu a ocorrência de mastite e de problemas de casco.

Fonte: Correio do Povo

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