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Avicultura gaúcha prevê desaceleração da produção de frango

Entidade do setor justifica que o “cenário de incertezas em relação à economia impacta diretamente o comportamento do consumidor, que se torna mais cauteloso diante das oscilações econômicas”

Guerra no Oriente Médio impacta indústrias de embalagens, plásticos e combustíveis, o que resulta em aumento nos custos de produção
Guerra no Oriente Médio impacta indústrias de embalagens, plásticos e combustíveis, o que resulta em aumento nos custos de produção
Foto : Agência Brasil / CP

O setor gaúcho da indústria alerta para a redução no ritmo de produção de carne de frango e derivados no Estado. Assim como dias atrás o mesmo segmento anunciou a previsão de encolhimento para a geração de ovos.

“Na mesma linha anunciada na semana passada para o setor da Indústria e produção de ovos, representantes da indústria avícola de carne de aves, em recente análise da atual situação de mercado e sofrendo os impactos do cenário atual nacional e internacional, deverão rever o ritmo de produção de carne de frango e derivados no estado”, ressalta nota da Asgav/Sipargs O.A. RS, a Associação Gaúcha de Avicultura, Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Rio Grande do Sul e Organização Avícola do Estado.

Segundo o comunicado, o “cenário de incertezas em relação à economia nacional impacta diretamente o comportamento do consumidor, que se torna mais cauteloso diante das oscilações econômicas.”

O documento lista como principais fatores de pressão no ambiento econômico o seguinte:

  • O elevado nível de endividamento das famílias é agravado pelo crescimento das apostas online, que absorvem parte significativa da renda da população, segundo informações que circulam ultimamente na mídia.
  • Questões geopolíticas, o aumento de tarifas e novas barreiras comerciais, surgem e se intensificam diariamente, colocando desafios adicionais para as indústrias no cenário nacional e internacional.
  • O conflito no Oriente Médio voltou a se intensificar, resultando na movimentação da cotação do petróleo. Esse movimento poderá ter efeitos diretos sobre diversos setores, especialmente nas indústrias de embalagens, plásticos e combustíveis, impactando os custos de produção.
  • Há preocupação com a ameaça da União Europeia de bloquear as exportações brasileiras de proteína animal, medida prevista para entrar em vigor a partir de 03/09/2026. Esse possível bloqueio representa um risco significativo para o setor avícola nacional.

Complexo e desafiador

O texto da instituição lembra ainda que o setor avícola “enfrenta atualmente um cenário complexo e desafiador”.

“Torna-se necessário promover uma reflexão estratégica sobre as condições de cada produtor e indústria, visando identificar medidas que proporcionem maior segurança econômica às atividades do segmento avícola no RS. Uma destas medidas, provavelmente, será uma desaceleração no ritmo de produção até que a estabilidade econômica e conjuntural retome um patamar de equilíbrio”, acrescenta.

“A competitividade entre as empresas é inerente ao setor, impulsionando a busca por resultados e a valorização de cada empreendimento. O entendimento de que todos buscam excelência e têm capacidade para superar adversidades está presente no contexto diário das organizações. Em meio às mudanças globais e às oscilações da economia, agravadas por taxas de juros elevadas e incertezas, o momento exige esforços concentrados e decisões assertivas para enfrentar este período de desafios”, complementa.

Fonte: Correio do Povo

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