Secretário da Agricultura, Márcio Madalena, esteve na reunião da Comissão de Assuntos Econômicos

Foto : Fabiano do Amaral / CP Memória
O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, esteve em Brasília, nesta terça-feira (28), para acompanhar, no Senado Nacional, as discussões sobre o Projeto de Lei (PL) 5.122, que autoriza o uso de recursos do fundo social do pré-sal para o refinanciamento das dívidas de produtores rurais afetados por calamidades, como é o caso do Rio Grande do Sul.
O projeto foi tema de discussão na reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), presidida pelo senador Renan Calheiros, e comandada pela senadora Tereza Cristina. O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Domingos Velho Lopes, o 1° vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), Gedeão Pereira, o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag-RS), Eugênio Zanetti, além de deputados federais e estaduais também estiveram presentes.
O economista chefe da Farsul, Antônio da Luz, apresentou dados que mostram que a carteira de crédito rural do Brasil soma atualmente R$ 881 bilhões. Dentro desse total, há operações em atraso, inadimplentes, prorrogadas e renegociadas – conjunto que compõe o que é chamado de carteira estressada, na ordem de R$ 171 bilhões.
Madalena destacou que o Rio Grande do Sul vem sofrendo com estiagens severas nos últimos anos, além das enchentes, que têm impactado diretamente o produtor rural, por meio da queda de produção e do endividamento dos produtores.
“O governo entende que o melhor caminho, construído a muitas mãos, é o projeto 5.122 para atender as reivindicações dos nossos produtores”, enfatizou.
O governo federal tem sinalizado com novas propostas, mas que é entendida, também pelas entidades do agro, que não é a melhor alternativa. Na tarde desta terça-feira, os senadores Renan Calheiros e Tereza Cristina iriam se reunir com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para discutir as possibilidades e alternativas concretas para a renegociação das dívidas.
Fonte: Correio do Povo