Notícias

Queda diária da produção de leite chegou a 34% por causa do calor no RS

Altas temperaturas no verão causaram estresse térmico ao rebanho em determinadas regiões, segundo comunicado da Seapi

Fevereiro foi o mês mais desafiador para a produção leiteira
Foto : Carolina Jardine / Divulgação / CP

As temperaturas do ar médias elevadas apresentaram desafios no manejo dos rebanhos bovinos entre dezembro e fevereiro no Rio Grande do Sul, causando prejuízos ao setor leiteiro. “As estimativas de declínio de produção diário de leite devido ao estresse térmico no verão 2025/2026 variaram de 16,25% a 34%, dependendo da região do Estado”, apontou a pesquisadora Ivonete Tazzo, uma das autoras do Comunicado Agrometereorológico, editado pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi).

Em dezembro de 2025, 52,6% dos municípios gaúchos apresentaram Índice de Temperatura e Umidade (ITU) médio indicativo de estresse térmico leve a moderado, com valores máximos absolutos superiores a 80 em mais da metade dos locais. Em média, os bovinos foram expostos a estresse térmico em 53,3% das horas avaliadas. O mês de janeiro de 2026 registrou ITU médio semelhante ao de dezembro, com aumento do percentual de horas em estresse severo e crítico, atingindo valores máximos absolutos de até 88,1 em Porto Vera Cruz. O estresse térmico ocorreu em 51% das horas avaliadas.

Já fevereiro apresentou o ambiente mais desafiador no manejo dos rebanhos, com 57% das horas permanecendo em estresse térmico e ITU médio de 72,2.

“Onze municípios atingiram estresse crítico em algumas horas, com percentuais de períodos em estresse severo e crítico superiores aos meses anteriores, especialmente no Vale do Uruguai e Região Missioneira”, detalha Ivonete Tazzo.

Fonte: Correio do Povo

About Rádio Cidade

No information is provided by the author.