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Governo avalia uso do FGTS para quitar dívidas dos trabalhadores, diz Durigan

Ministro da Fazenda afirmou que medidas devem ser anunciadas “nos próximos dias”

Durigan adiantou que deve haver mais de uma linha de renegociação de dívidas, como para pessoas físicas, MEIs, famílias, pequenas empresas e trabalhadores informais
Foto : Washington Costa/MF

ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira, 7, que apresentou ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o desenho do que podem ser as medidas contra o endividamento das famílias. Ele não quis adiantar quais serão as propostas e nem quando devem ser anunciadas, apesar de citar “próximos dias” ao ser perguntado.

Análise sobre o FGTS

Perguntado, Durigan não descartou um uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nessas medidas. Disse, entretanto, que os potenciais riscos para o fundo estão em análise interministerial.

“Nós estamos avaliando isso com o Ministério do Trabalho, que tem uma preocupação com a rigidez do Fundo de Garantia. Se a gente achar que for razoável uma utilização pra refinanciamento de algumas dívidas, isso vai ser admitido”, completou o ministro.

Desenho de medidas

“A gente tratou com o presidente hoje sobre (o desenho de medidas). Foi uma primeira apresentação como um todo. A gente já fez uma primeira reunião com ele sobre o diagnóstico que a gente tem da correlação entre a taxa de juros e o endividamento das famílias”, afirmou o ministro.

Ele conversou com jornalistas após participar de um almoço na Câmara dos Deputados com a bancada do PT na Casa. Segundo ele, a conversa com os parlamentares foi no sentido de apresentar o que o governo já fez pela economia e como fazer chegar esse bom momento à população.

Detalhes da renegociação

Ainda sobre as medidas contra o endividamento, Durigan adiantou que deve haver mais de uma linha de renegociação de dívidas como para pessoas físicas, MEIs, famílias, pequenas empresas e trabalhadores informais, por exemplo.

Estaria em discussão também uma forma de limitar que essas pessoas que tivessem as dívidas renegociadas e ganhassem descontos fossem impedidas de contrair novas dívidas com certos estabelecimentos como as bets. “Não tem prazo. Nós estamos terminando de fechar com o presidente. Nos próximos dias a gente termina de apresentar e anunciar em detalhes”, declarou.

Fonte: Correio do Povo

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