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RS é o terceiro estado que mais insemina vacas leiteiras

Mais de um terço das matrizes são submetidas ao processo, assim como quase 90% dos estabelecimentos

A inseminação artificial é utilizada por 87,1% dos estabelecimentos gaúchos
Foto : Joseani Mesquita Antunes / Embrapa trigo / Divulgação / CP

O Rio Grande do Sul está entre os estados que lideram a tecnificação da produção leiteira e mantém posição dianteira na adoção de inseminação artificial. É o terceiro com maior percentual de matrizes leiteiras inseminadas, com 36,3%. Os dados são do relatório anual da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), com números consolidados de 2025.

O secretário-executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini, destaca que os dados traduzem a transformação que vem ocorrendo no campo e reforçam uma mudança no perfil do produtor gaúcho, cada vez mais orientado à eficiência produtiva, ao ganho de escala com a qualificação dos rebanhos.

“Indica que o produtor gaúcho entendeu que genética não é custo, é investimento. O avanço da inseminação artificial mostra uma cadeia que caminha para ser mais profissional, mais eficiente e que aposta no crescimento da produção”, destaca Palharini.

No perfil racial do rebanho leiteiro gaúcho, de acordo com o Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite no Rio Grande do Sul, da Emater/RS-Ascar, predominam vacas da raça Holandesa, com 68,76% dos exemplares, seguidos por 15,71% de Jersey e 12,24% do cruzamento entre as duas, totalizando 96,71% dos animais.

“Além disso, a inseminação artificial é utilizada por 87,1% dos estabelecimentos”, acrescenta Jaime Ries, extensionista da Emater/RS-Ascar.

“O Rio Grande do Sul construiu uma base genética especializada, com predominância de raças adaptadas à produção intensiva de leite o que, juntamente com a adoção da inseminação artificial, aponta que o produtor está focado em eficiência, qualidade e ganho de produtividade”, avalia.

Fonte: Correio do Povo

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