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Praga ameaça fruticultura gaúcha

Seapi firmou convênio com a Embrapa para frear incidência mosca-das-frutas

Espécie ocorre em pomares comerciais de maçã e uva
Foto : ABPM/Divulgação

Para interromper a incidência de uma praga que atinge a fruticultura no Rio Grande do Sul, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e a Embrapa Uva e Vinho, de Bento Gonçalves, assinaram convênio nesta quarta-feira, no valor de R$ 198,27 mil. O objetivo é suprimir a mosca-das-frutas sul-americana por meio da integração das técnicas.

A espécie ocorre em pomares comerciais de maçã e uva, principais frutíferas de clima temperado cultivadas no Sul do Brasil, além de frutas de caroço como ameixa, pêssego e nectarina. Também ataca pequenas frutas como amora-preta, framboesa e frutíferas nativas.

Estudos indicam que frutas infestadas pela mosca-das-frutas podem chegar a 100% de danos, caso medidas de prevenção e controle não sejam adotadas. Estima-se que cerca de 50 mil famílias de produtores rurais estejam diretamente envolvidas na produção e na cadeia produtiva dessas frutas, sendo afetados economicamente pelo ataque. Na cultura da macieira, a estimativa é de que as perdas anuais causadas pela ocorrência da mosca-das-frutas alcancem anualmente R$ 25 milhões.

Manejo

Entre as alternativas de manejo está o uso de Inimigos Naturais (parasitóides), a Técnica do Inseto Estéril (TIE) e a integração dessas tecnologias com técnicas de atrair e matar a mosca-das-frutas com iscas tóxicas, as quais são consideradas tecnologias “limpas”, visto que não deixam resíduos nos frutos, não são tóxicas e possuem mínimo impacto negativo ao ambiente.

Fonte: Correio do Povo

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