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Técnico de enfermagem é preso por importunação sexual contra 15 mulheres em hospital de Porto Alegre

Processo ouviu 24 testemunhas que confirmaram as denúncias

Crimes teriam sido cometidos no Hospital Nossa Senhora da Conceição, onde trabalhava
Foto : Alina Souza

Um homem de 40 anos que atua como técnico de enfermagem foi preso preventivamente nesta quarta-feira por importunação sexual de mulheres em Porto Alegre. A Polícia Civil aponta que ele teria cometido os crimes no Hospital Nossa Senhora da Conceição, onde trabalhava. Em nota, a instituição destaca que adotou medidas em caráter disciplinar e que o sujeito está afastado de suas funções, desde janeiro.

De acordo com a diretora da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher (Dipam), delegada Waleska Alvarenga, pelo menos 14 vítimas fizeram registro de ocorrência, sendo todas elas colegas de trabalho do investigado. Os casos teriam começado em agosto do ano passado.

Grupo Hospitalar Conceição (GHC) divulgou comunicado em que afirma ter ouvido 24 testemunhas, aumentando para 15 o número de casos de importunação sexual confirmado. Também diz que, desde 2023, instaurou um plano interno de prevenção contra abusos morais e sexuais em seus quadros.

O que diz o Grupo Hospitalar Conceição

Com relação ao técnico de enfermagem preso pela polícia nesta terça-feira (17/03) em Porto Alegre, por suspeita de importunação sexual, o Grupo Hospitalar Conceição esclarece que o mesmo está afastado de suas funções desde o dia 02/01/26.

O processo contra o funcionário (que ingressou no GHC por concurso em agosto de 2025) foi aberto em 26/12/25, quando a primeira denúncia chegou à Corregedoria e imediatamente abriu processo disciplinar para investigação. De 29/12/25 até o dia 09/01/26 foram ouvidas 24 testemunhas que confirmaram as denúncias de importunação sexual contra 15 vítimas.

Diante dos depoimentos recolhidos, o empregado foi afastado de suas funções no dia 02/01 e assim permanece enquanto o Processo Administrativo Sancionador (PAS), instaurado em 09/01, segue seu curso, atualmente em fase final de instrução. A partir do indiciamento, o regulamento prevê prazo de 10 dias úteis para a defesa, e, posteriormente o processo vai para julgamento.

A direção do Grupo Hospitalar Conceição reitera que não tolera abusos de qualquer natureza. E por esta razão, em 2024 a atual diretoria instituiu as funções de corregedor e estruturou a unidade da Corregedoria, órgão interno responsável por fiscalizar, orientar e disciplinar a conduta de servidores para reforçar procedimentos internos de apuração e governança, visando garantir a moralidade e eficiência administrativa. A rápida resposta, mesmo em período de final de ano, evidencia a efetividade da Corregedoria do GHC, uma unidade vinculada ao Sistema de Correição do Poder Executivo Federal (SISCOR), atuando com autonomia e independência técnica.

Com o mesmo objetivo de enfrentar o tema do assédio, a gestão do GHC instituiu, em dezembro de 2023, a Política de Prevenção e Combate ao Assédio Moral e Sexual com foco em valorização dos trabalhadores, garantia de um ambiente de trabalho saudável e apuração rigorosa de denúncias. O Plano adota eixos de prevenção, enfrentamento e formação, incluindo o acolhimento de denúncia anônima via canal de denúncias e ouvidoria, capacitação de gestores e apoio às vítimas.

Por fim, importante ressaltar que as vítimas que manifestaram interesse estão sendo acompanhadas pela Rede de Atendimento a Mulheres em situação de violência, RE-HUMAM, serviço instituído pelo Grupo Hospitalar Conceição para acolher, oferecer apoio psicológico e amparo.

Direção do Grupo Hospitalar Conceição
Porto Alegre, 18/03/26

Fonte: Correio do Povo

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