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Câmara aprova programa para prevenir casos de violência contra a mulher; entenda

Projeto “Antes que Aconteça” cria rede de proteção com monitoramento, acolhimento, educação e reeducação de agressores

Câmara dos Deputados aprovou o projeto que cria o programa nacional “Antes que aconteça”
Foto : Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (17), o Projeto de Lei 6674/25, que cria o programa nacional “Antes que aconteça”. O texto, que segue agora para sanção presidencial, estrutura uma rede de proteção à mulher baseada em quatro pilares: monitoramento tecnológico de agressoresacolhimento humanizado, educação nas escolas e reeducação de infratores.

De autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) e relatado pela deputada Amanda Gentil (PP-MA), a proposta visa garantir que as medidas protetivas sejam efetivas e interrompam o ciclo de violência antes do desfecho fatal.

Salas lilás e atendimento itinerante

Uma das medidas imediatas é a expansão das “Salas Lilás” em delegacias, tribunais e órgãos públicos — incluindo uma unidade na própria Câmara, inaugurada nesta quarta-feira (18). Esses espaços oferecem privacidade e suporte multidisciplinar para reduzir a revitimização.

O projeto também prevê unidades móveis (vans) para levar assistência jurídica e psicológica a áreas remotas, periferias e zonas rurais, onde o acesso à justiça é limitado.

Defensoras populares e educação

O programa inova ao criar a figura das defensoras populares: lideranças comunitárias capacitadas para identificar violações de direitos em seus bairros e encaminhar vítimas para a rede oficial. No âmbito escolar, o projeto obriga a implementação de ações educativas sobre igualdade de gênero e prevenção à violência em todos os sistemas de ensino, buscando uma mudança cultural geracional.

Reeducação de agressores e governança

A política nacional dá ênfase a grupos reflexivos para a recuperação de agressores, visando desconstruir padrões machistas e evitar a reincidência. A governança do programa ficará a cargo de um comitê coordenado pelo Ministério da Justiça, que estabelecerá metas e indicadores baseados em evidências científicas e relatórios de monitoramento contínuo.

Autonomia econômica e recortes de vulnerabilidade

O texto prioriza o atendimento a mulheres em situação de vulnerabilidade agravada, como mulheres negras, com deficiência ou em situação de rua.

Além da proteção física, o programa incentiva o empreendedorismo e a autonomia financeira como ferramentas essenciais para que a vítima consiga romper a dependência do agressor e reconstruir sua vida com dignidade.

Fonte: Correio do Povo

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