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Conheça o município que realiza feira de peixe vivo todos os meses

Foto : Emater

Que tal escolher um peixe vivo em um tanque para levar para casa? Pois em Lajeado , uma vez por mês, os consumidores têm chance de comprar um peixe recém-saído da água. Ou seja, mais fresco impossível. A Feira do Peixe Vivo , que acontece apenas na época da Páscoa, agora é realizada na segunda sexta-feira de cada mês na Feira do Produtor Rural . A próxima será no dia 13 de fevereiro , das 9h às 17h ou até durar o estoque.

A ideia de realizar a feira fora da época tradicional da Páscoa surgiu da necessidade de um piscicultor que tinha disponível uma grande quantidade de peixe. A Emater e a prefeitura apostaram na proposta e, em novembro de 2017, foi realizada a primeira mostra. “Fizemos a divulgação e foi um sucesso. Vendemos muito bem o peixe”, conta a extensionista rural da Emater/RS-Ascar de Lajeado, Andréia Binz Tonin.

A partir do sucesso inicial, foram chamados outros específicos e, a partir de 2018, a periodicidade passou a ser mensal. No início, participaram piscicultores de Lajeado mas, com o tempo, todos desistiram. Isso porque o número de piscicultores do município, que já era reduzido, com o tempo diminuído mais ainda. Alguns se aposentaram e outros preferiram vender peixe apenas na Semana Santa ou na taipa, diretamente na propriedade, sem necessidade de levar os animais e a estrutura até o espaço da feira.

Com isso, a solução foi buscar criadores de fóruns. Foi quando entrou na Associação de Piscicultores de Sério , que conta hoje com a participação de 21 associados. Em sistema de rodízio, a cada mês são oferecidos peixes de um dos criadores do município. Por feira, são disponibilizados em cerca de 400 quilos de peixes . Na Semana Santa, as vendas alcançam até 5 toneladas. “A feira estimula o consumo de um produto saudável, saboroso e fresco ao longo de todo o ano”, resume Andréia.

No final de cada ano, são definidos em reunião entre os parceiros o calendário, os preços e a organização da feira. Para este ano, o preço da carpa capim está em R$ 17 o quilo do peixe vivo, enquanto outras carpas estão em R$ 14 o quilo do peixe vivo. Destinado ao consumidor final, os piscicultores só não vendem mais pelo trabalho que gera para o consumidor de limpar o produto em casa, pois a demanda existe. Segundo Andréia, que é engenheira agrônoma, falta uma estrutura para fazer o abate e a limpeza. “Muitas pessoas residem em apartamento e não querem levar um peixe vivo e ter de limpar em casa”, explica.

Para estimular o crescimento da feira, a prefeitura tem pronto um projeto para instalar um pequeno abatedouro de processamento de peixes , um exemplo de Estrela. O projeto foi desenvolvido em conjunto com a Emater e servirá para abater, eviscerar, filetar e embalar para oferecer ao consumidor.

Fonte: Correio do Povo

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