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Presidente do Banrisul quer reaproximação do banco com o setor empresarial gaúcho

Foto : Fabiano do Amaral

O presidente do Banrisul, Fernando Lemos, afirmou que o banco está em processo de reaproximação com o setor empresarial. Durante jantar de apresentação dos resultados de 2025 da instituição, na noite desta quarta-feira, Lemos admitiu que o banco esteve afastado desse segmento nos últimos anos.

“Tivemos toda uma reestruturação, uma mudança de atendimento e um direcionamento para as empresas privadas, para o crédito empresarial. O banco estava muito afastado disso, o que acabou desequilibrando o balanço. Agora estamos investindo fortemente e recuperando nossa presença. Queremos chegar a 25% do crédito da pessoa jurídica no Rio Grande do Sul, e esse é o nosso objetivo para os próximos anos”, afirmou.

O relacionamento com o segmento empresarial foi redesenhado, com atendimento personalizado e especialistas que atendem clientes em suas sedes. A estratégia culminou, em 2025, no lançamento do Banrisul Empresas e do Banrisul Corporate. Também houve evolução nas soluções integradas aos sistemas corporativos para gestão de caixa, cobrança e meios de pagamento, incluindo novas funcionalidades do Pix.

No crédito ao setor, o banco ampliou as modalidades de capital de giro para empresas de todos os portes, com diferentes garantias e opções de pagamento. O portfólio inclui venda e antecipação de recebíveis por meio da Vero, Banricompras Empresas com prazos flexíveis, Conta Única Banrisul para capital de giro rotativo, além de sistema de gestão de folha de pagamento.

“Nós nos reaproximamos das empresas do Rio Grande do Sul, especialmente das grandes companhias, com as quais fazemos bons negócios do ponto de vista estrutural. O que nos interessa nas grandes empresas são os fornecedores delas, que são pequenos e médios empreendedores, onde o banco pode atuar de forma mais intensa e ampliar o crédito”, destacou Lemos.

O presidente também criticou a alta da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15%. Para ele, esse é o principal fator do endividamento no campo.

“Estamos trabalhando com a expectativa de uma boa safra neste ano para começar a voltar à normalidade no campo, mas ainda vai levar dois ou três anos para que tudo esteja pacificado. No endividamento, o dano maior não foi a seca nem a enchente. O dano maior foi a taxa de juros. Uma taxa de 15% causa um impacto muito maior do que a estiagem”, disse.

No jantar, foi apresentado o balanço financeiro de 2025 do banco. O Banrisul registrou lucro líquido recorde de R$ 1,6 bilhão, alta de 75,2% em relação ao ano anterior. A plateia, formada em sua maioria por servidores da instituição, aplaudiu o resultado.

“Vamos continuar investindo em tecnologia e desenvolvimento, mas, sobretudo, nas pessoas do Rio Grande que conhecemos. Desde o pequeno produtor até o grande empresário. Conhecemos a todos, sabemos como atuam. É por isso que chegamos ao maior resultado da história do Estado”, afirmou Fernando Lemos.

Também presente na solenidade, o vice-governador Gabriel Souza elogiou o caráter técnico da diretoria do banco e a decisão do governo do Estado de manter o Banrisul como instituição pública.

“Essa é uma decisão política, mas baseada em evidências. O Banrisul hoje é uma empresa do Rio Grande do Sul, com sede aqui na Capital, que movimenta bilhões de reais em suas operações ao longo dos 12 meses do ano. É um banco enraizado em todos os municípios gaúchos e no coração dos gaúchos. Eles confiam no Banrisul, sabem que é um banco sério”, afirmou.

Fonte: Correio do Povo

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