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Colheita do milho avança para 35% da área total cultivada no Estado

Foto: José Schäfer

A cultura do milho se aproxima das fases finais de ciclo, e a colheita avançou para 35%, favorecida por predomínio de tempo seco e elevada radiação solar e ventos, que aceleram a perda de umidade dos grãos. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (05/02), observa-se expressiva variabilidade de desempenho produtivo em função da distribuição irregular das chuvas e da coincidência do déficit hídrico com estágios críticos, especialmente floração e enchimento de grãos. Em áreas irrigadas, os rendimentos estão elevados, enquanto as lavouras de sequeiro apresentam reduções consolidadas de produtividade.

Os plantios tardios ou de segundo cultivo enfrentam maior restrição hídrica no estabelecimento e nas fases reprodutivas. De forma geral, a colheita evolui rapidamente, e parte das áreas já foi liberada para novas semeaduras. As lavouras ainda em desenvolvimento vegetativo (9%) apresentam potencial condicionado à manutenção da umidade do solo. Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.

SOJA

A cultura da soja manifesta heterogeneidade de desenvolvimento no Estado, em função da irregularidade espacial e temporal das precipitações, associada às temperaturas elevadas. Observam-se lavouras com adequado crescimento vegetativo e alto potencial produtivo, contrastando com áreas sob estresse hídrico, inclusive dentro de uma mesma região ou até no mesmo município.

A maior parte das lavouras se encontra em fases de elevada exigência hídrica — floração (46%) e formação de vagens e enchimento de grãos (27%) —, o que amplia a sensibilidade à redução da umidade do solo.

Para a Safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar indica o cultivo de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha.

MILHO SILAGEM

O período foi marcado por calor intenso, umidade baixa, chuvas de volumes extremamente desiguais e temperaturas máximas acima de 30 °C em praticamente todo o Estado, com picos acima de 35 °C em vários municípios, agravando o estresse hídrico nos locais onde não ocorreram precipitações adequadas.

As áreas implantadas mais tardiamente, onde ainda predomina a fase de desenvolvimento vegetativo, não foram afetadas significativamente por estresse hídrico e demonstram bom desenvolvimento. Porém, em vários locais de plantio mais precoce, os produtores têm antecipado a colheita para evitar perdas na qualidade da massa a ser ensilada.

Conforme estimativa da Emater/RS-Ascar, a área destinada ao milho para silagem deve atingir 366.067 hectares, e a produtividade 38.338 kg/ha.

FEIJÃO 1ª E 2ª SAFRA

As condições climáticas permitiram o avanço da semeadura do feijão 1ª safra nos Campos de Cima da Serra, única região com áreas significativas a ainda serem semeadas. A colheita, nas demais regiões, também foi beneficiada pelo clima predominantemente seco do último período.

Como as chuvas foram localizadas e mal distribuídas, as lavouras apresentam diferentes condições, mesmo em localidades próximas. Nas áreas em desenvolvimento vegetativo (cerca de 20%), ainda não há problemas devido à baixa umidade, mas alguns cultivos sofrem com a deficiência hídrica.

A Emater/RS-Ascar projetou área de 26.096 hectares e produtividade média de 1.779 kg/ha.

A semeadura do feijão 2ª safra segue no Estado, viabilizada pelas baixas precipitações em parte da região produtora, chegando a 20%. As lavouras estão em desenvolvimento vegetativo.

A Emater/RS-Ascar projeta área de 11.690 hectares e produtividade média de 1.401 kg/ha.

ARROZ

A cultura do arroz apresenta, de modo geral, desenvolvimento compatível com as fases fenológicas, favorecido por predomínio de dias ensolarados e elevada radiação solar. As temperaturas mínimas permaneceram próximas da faixa ideal para a cultura no período. Contudo, as máximas elevadas, pontualmente superiores a 35 °C, aumentaram o risco de falhas na fecundação das espiguetas, em algumas áreas em fase reprodutiva.

Predominam lavouras entre os estádios vegetativo e reprodutivo, que apresentam bom padrão de crescimento e sanidade em função das condições climáticas menos propícias à ocorrência de doenças fúngicas. O manejo atento da irrigação nesse momento teve papel central, diante do aumento da demanda hídrica na fase reprodutiva e da redução gradual dos níveis de reservatórios em algumas áreas.

Observa-se, de forma geral, moderação nos investimentos em insumos, especialmente em fertilizantes nitrogenados, refletindo estratégias de contenção de custos, mas sem prejuízo significativo ao potencial produtivo até o momento. A área a ser cultivada está estimada em 920.081 hectares (IRGA). A produtividade está prevista em 8.752 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar 

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