Localizado em Eldorado do Sul e atingido pela enchente de maio, órgão da Secretaria de Agricultura retomou parcialmente as atividades na última terça-feira.

Estimativas preliminares indicam que serão necessários cerca de R$ 2 milhões para plena reconstrução do Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF), cujas instalações, localizadas em Eldorado do Sul, na Região Metropolitana, foram duramente atingidas pelas chuvas e enchentes ocorridas em maio. A avaliação foi apresentada pelo diretor do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio do Rio Grande do Sul, Caio Efrom. O instituto é referência junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e à Organização Mundial para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas, além de realizar exames sanitários exigidos pelo ministério e contribuir decisivamente para campanhas sanitárias desenvolvidas no Estado.
Efrom salienta que ainda é cedo para apresentar um cálculo definitivo de valores e de tempo necessários para reconstrução do prédio histórico, localizado em uma área de 370 hectares às margens da Estrada do Conde. “Estamos num processo de limpeza e desinfecção”, explica o diretor. “Perdemos seis veículos, por exemplo, que temos de analisar se será possível recuperá-los”, afirma. Efrom também não dispõe, no momento, do que precisará ser feito no prédio, construído entre 1945 e 1948.
“Será um processo bem lento e gradual”, prevê Caio Efrom.
Na lista de perdas sofridas, o diretor salienta cerca de duas dezenas de cabeças de gado angus, metade do rebanho do instituto, e bens dos funcionários residentes no local. “O pessoal foi pego de surpresa e teve de se refugiar no segundo andar do prédio”, relata. É no segundo piso do instituto, que não chegou a ser invadido pelas águas que arrasaram o município vizinho, que estão localizados os laboratórios que realizam os diagnósticos oficiais da pecuária gaúcha, retomados na última terça-feira, 4.
Os serviços, que ficaram interrompidos por cerca de 30 dias, incluindo análises para brucelose bovina, raiva e certificação de granjas de reprodutores suínos, foram reiniciados com o apoio do governo de São Paulo, que doou insumos. No momento, as amostras são recebidas, de forma provisória, na sede da Secretaria da Agricultura, em Porto Alegre, na Avenida Getúlio Vargas, nº 1384.
No térreo do prédio do IPVDF ocorreu a maior devastação. Ali estavam instalados os laboratórios “da parte molecular, mais de inovação e pesquisa”, diz Efrom, enfatizando que ali ocorreram prejuízos incalculáveis, com a destruição de amostras e outros materiais de estudo.